Tentativa de assalto pára o centro de São Caetano
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quarta-feira, 22 de dezembro de 1999
Por Andréa Portella 
São Paulo, 22 (AE) - Uma tentativa de assalto a banco cinematográfica parou as ruas do centro de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, na manhã de hoje. Três marginais obrigaram a supervisora de caixa Eliana Fátima Rosa Olávio, de 38 anos, a ir à agência do Banespa onde ela trabalha com duas "bananas de dinamite" amarradas ao corpo para sacar cerca de R$ 100 mil. Além disso, sequestraram os três filhos, o marido e a empregada e fizeram uma série de ameaças. A bomba era falsa, ninguém se feriu e o dinheiro não foi roubado.
A ação dos marginais começou por volta das 7h30, quando a família de Eliana foi abordada em casa, no município de Santo André. Dois bandidos, armados com pistolas, amarraram as falsas dinamites em Eliana e, para intimidá-la, explodiram pólvora num dos cômodos da casa, dizendo que se tratava de uma bomba. A dupla ordenou que a supervisora fosse sozinha à agência bancária e retirasse dinheiro do cofre e dos caixas em 15 minutos. De acordo com informações da Polícia Civil, os ladrões esperavam conseguir cerca de R$ 100 mil. Enquanto isso, a família permaneceria na casa.
A supervisora chegou ao banco por volta das 8h30. Os funcionários perceberam o nervosismo dela, que acabou relatando a situação. A segurança do Banespa acionou a Polícia Militar, que deslocou 15 homens para o local. As ruas do centro da cidade foram interditadas. Imitação - Em seguida, homens do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram para a agência e retiraram a bomba presa ao corpo da funcionária. Os policiais constataram que se tratava de uma imitação de explosivo. Ao mesmo tempo, a dupla fugiu com a família de Eliana. Ainda reviraram a casa, mas não levaram nada. Antes de sair, teriam deixado o gás da cozinha aberto. O marido, Paulo Olávio, foi posto no porta-malas do próprio carro, um Tempra. Os três filhos - Gabriel, de 14 anos, Tiago, de 12, e Lucas, de 10 anos - foram no banco traseiro com a empregada da casa, Cleusa Francisca de Oliveira Lima. Todos foram deixados em pontos diferentes da Alameda dos Jamaris, em Moema, na zona sul.
A polícia ainda não prendeu nenhum suspeito e não foram feitos retratos falados. Eliana, o marido e a empregada não reconheceram as fotografias apresentadas na delegacia. Eles descreveram os bandidos como um "branco franzino" e um "moreno forte". A polícia acredita que uma terceira pessoa estava próxima do banco e informou os outros de que a polícia havia chegado ao local, frustrando o assalto.


