Tentativa de assalto gera pânico na Avenida Rio Branco
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quarta-feira, 27 de outubro de 1999
por Roberta Pennafort 
Rio, 28 (AE) - Um assalto frustrado à casa de câmbio Vivaz Câmbio e Turismo causou pânico na Avenida Rio Branco, no centro do Rio, hoje à tarde. Quatro homens armados de pistolas e um revólver renderam o dono da loja, Gelson Silveira, roubaram 4 mil dólares e R$ 2.500 e tentaram fugir pelos fundos, quando foram surpreendidos pelos seguranças do estabelecimento. Três assaltantes foram baleados e levados pela polícia para o Hospital Souza Aguiar, também no centro, e um, Eduardo Rosa da Silva, de 20 anos, foi preso.
O dono da loja contou que foi surpreendido pelos quatro homens em seu escritório, que fica no segundo andar do prédio. Minutos depois de pegar todo o dinheiro do caixa, o grupo se deparou com os três seguranças da casa de câmbio, que, também armados, iniciaram um tiroteio. Os três homens feridos - cujos nomes não haviam sido divulgados até o início da noite de hoje - foram baleados na cabeça, nas pernas e na barriga, e, ainda assim, tentaram fugir pela marquise.
Nenhum funcionário da loja se feriu. Quando os policiais civis e militares chegaram, os quatro já haviam sido rendidos pelos vigilantes e o dinheiro já havia voltado ao caixa.
Os policiais foram acionados por Silveira e também por funcionários de outras lojas de câmbio, que perceberam que algo de errado acontecia na Vivaz através do circuito de TV que permite a visão de outros estabelecimentos, que formam uma rede. O segurança Paulo Rodrigues, que lanchava na hora do assalto, contou que, quando começou o tiroteio, por volta das 16 horas, havia alguns clientes no local, e que houve correria e muito pânico.
A loja fica no número 135 da Avenida Rio Branco, próximo ao cruzamento com a Rua Sete de Setembro, área muito movimentada nesta hora do dia. Na galeria que funciona ao lado, havia um rastro de sangue pelo chão. A Rio Branco foi tomada por curiosos, que impediram o tráfego de carros. O tumulto só foi controlado com a chegada de reforço policial, que controlou o trânsito e evitou o linchamento dos assaltantes. "Nós mesmos escondemos os bandidos, senão eles iam morrer nas mãos da população", disse o vigilante Rodrigues.


