Uma tentativa de assalto transformada em sequestro parou o centro de Porto Alegre ontem, com sete passageiros e um motorista de um microônibus usado como lotação sendo mantidos como reféns sob a mira de um revólver. Após dez horas de tensão, a situação seguia indefinida até as 20h30.
A ação começou às 9h15, na parada da lotação 350, linha Santana, centro de Porto Alegre. O sequestrador, que disse se chamar Paulo e ter 30 anos, estava armado com revólver calibre 38. Ele afirmou ter uma bomba.
Avisados pelas testemunhas, policiais tentaram deter a lotação. Dispararam cerca de sete tiros, furando os seis pneus do veículo. O assaltante reagiu, mas não houve feridos.
Com os pneus furados, a lotação seguiu lentamente até a Avenida Osvaldo Aranha. O motorista, Cláudio da Silva Costa, 40, após estacionar o microônibus, permaneceu de bruços sobre o volante, olhando para a frente. A polícia entregou um celular para o assaltante, que passou a fazer contatos. Centenas de curiosos assistiam ao sequestro, atrás do cordão de isolamento feito por policiais civis e militares. Até vendedores ambulantes de lanches apareceram para faturar com a aglomeração. O trânsito da região foi bloqueado pela polícia, que mantinha mais de 40 homens no local.
Em um primeiro momento, Paulo, com uma máscara de esquiador, pediu a presença de um advogado e da televisão, para registrar a eventual rendição. Depois, mudou o discurso. Disse que se tratava de um sequestro e que pretendia receber R$ 500 mil e um helicóptero para a fuga.
A polícia negou as condições, e manteve um discurso de paciência. ‘‘Não cogitamos a possibilidade de invadir a lotação. Vamos negociar e negociar, nem que tenhamos de fazer isso por todo o mês de janeiro’’, disse o coronel Tarso Marcadella, comandante do policiamento de Porto Alegre.
Às 12h10, houve a primeira libertação. Ana Luíza Delfino Pires, 65, teve um mal-estar decorrente de uma crise de hipertensão. Paulo aceitou soltá-la caso os policiais trocassem os dois pneus furados da lotação. Às 14h30, o assaltante trocou a liberação de Nely Pessim, 70, por um copo d’água.




Lotes irregulares
Anticoncepcional Postinor-2 e o comprimido para tratamento da tireóide e Tetróide, ambos do laboratório Aché
Antiulceroso similar Ranitidina e o antibiótico injetável Ciprofloxan, do laboratório Hipolabor
Ansiolítico Diazepam, do laboratório União Química
Repositores de cálcio Gluconato de Cálcio 10%, dos laboratórios Hypofarma e Arystom
Antiulceroso Loprazol, do laboratório Teuto
Vermífugo Mebendazol, do laboratório Sedabel
Anti-hipertensivo Losatal, do laboratório Hebron

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