Tensão marca o dia
na praça em frente
ao Centro Cívico
O clima ontem entre o deputado Aníbal Khury e o sem-terra era tenso, antes do acordo. O deputado, que ocupou o cargo de governador, durante a viagem de Lerner à Argentina, chegou inclusive a determinar um desfile de carros da PM em frente ao acampamento. A reação do MST foi formar um cordão com todos os acampados, armados de pedaços de bambu, foices e machados.
Logo após a primeira coletiva, concedida pelo prefeito Cassio Taniguchi e Aníbal Khury, cerca de 15 viaturas da PM passaram a circundar a praça, com sirene ligadas. Os acampados passaram a gritar palavras de ordem e vaiar cada vez que passava um carro oficial.
Veículos sem identificações passaram a fotografar os manifestantes. Também o serviço reservado da PM (a P2), colocou no Palácio Iguaçu câmeras de vídeo. Alguns policiais à paisana passearam pelo acampamento.
A situação mudou depois que foi marcada a reunião entre o MST e governo. Após o do acordo, Khury voltou a criticar o governador. ‘‘O Jaime (Lerner) é muito tolerante, mas eu não podia admitir a formação de favelas na praça’’, disse.
Quanto ao não-cumprimento da liminar, Khury afirmou que a decisão do juiz Rui Bacellar ficará suspensa até a reunião do dia 22. ‘‘A intenção não era o conflito, tanto que tinha determinado que as polícias civil e militar iriam atuar sem o uso de armas’’, declarou.

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