Ayodhya, Índia - As ruas de Ayodhya, pequena cidade santa do norte da Índia, estavam quase desertas ontem, enquanto forças de segurança se mobilizavam para impedir que as tensões religiosas derivassem em enfrentamentos.
Todas as lojas, escritórios e escolas estavam fechadas, dando a Ayodhya o aspecto de uma verdadeira cidade-fantasma sob toque recolher.
Mais de 10.000 membros da polícia e de unidades paramilitares estavam mobilizados no lugar, onde, em dezembro de 1992, fanáticos hindus destruíram uma mesquita do século XVI, provocando enfrentamentos durante vários meses por todo o país.
Desta vez, as autoridades quiseram evitar qualquer risco. Há duas semanas, mais de 700 pessoas, em sua maioria muçulmanos, perderam a vida em Gujarat (oeste), em vários dias de violência, consecutivas à matança em um trem de 58 peregrinos hindus, que voltavam de Ayodhya.
A extrema-direita religiosa, que jurou ‘‘reconstruir’’ um templo hindu sobre as ruínas da mesquita, insistia em organizar ontem uma pequena cerimônia simbólica, apesar da proibição da Suprema Corte.

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