Salvador - Em um dia no qual não houve negociações entre associações de policiais militares e governo da Bahia, o Exército voltou a endurecer o cerco aos grevistas amotinados na Assembleia Legislativa.
As linhas montadas pelos militares para isolar os manifestantes foram estendidas em cerca de 300 metros - o que levou ao bloqueio de todos os acessos ao Centro Administrativo da Bahia (CAB) e o número de integrantes do Exército no local foi aumentado, de 1.050 para 1,2 mil - há ainda 50 policiais da Força Nacional, 200 de grupos da própria PM baiana e 20 da Polícia Federal.
Os veículos de funcionários dos órgãos do governo instalados no CAB e de profissionais de imprensa tiveram de ser deixados do lado de fora das linhas de isolamento. Quem ia trabalhar no local só tinha acesso a pé - e mediante apresentação de identificação funcional. Em alguns momentos, houve revistas a mochilas e bolsas.
O clima voltou a ficar tenso no local, mas não houve confrontos entre as partes. O momento de maior nervosismo foi registrado ainda pela manhã, quando um grupo de apoio do movimento grevista tentava entrar com mantimentos e medicamentos para os cerca de 300 PMs amotinados dentro da Assembleia e os 500 que estão acampados no entorno.
A entrega dos produtos foi impedida, o que causou revolta entre os grevistas, que passaram a gritar palavras de ordem e a provocar os militares, cantando músicas de carnaval e correndo, de um lado para o outro, na frente da Assembleia, sem causar reações nos integrantes do Exército.
Não há previsão da retomada das negociações entre PMs e o governo, mas a associação dos oficiais da Polícia Militar promete para a manhã de hoje a realização de uma assembleia para definir se a categoria passa a integrar a paralisação. Na noite de terça-feira, cerca de 15 oficiais chegaram ao CAB, anunciando adesão ao movimento.

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