São Paulo- Não havia risco de o Airbus 320 da TAM cair por problemas no bico. Quem garante é o coronel Ramón Bueno, chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo (SRPV) de São Paulo. ''Ali no nariz fica a antena do radar meteorológico. Com o mau tempo, o piloto parou de receber as informações, mas nos contatou e nós o orientamos.''
O coordenador da Comissão de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins, explicou que o bico, habitualmente feito de fibra de carbono, tem função aerodinâmica - facilita o vôo ao escoar os filetes de ar para evitar atrito -, e não estrutural. ''Se aquilo arrebentar, o avião não vai cair, porque não é parte da sua estrutura. Na pior das hipóteses, haverá um problema com a velocidade e alguma turbulência.''
No bico fica o radome, estrutura ovalada que protege duas antenas, a do radar meteorológico e a que auxilia o pouso por instrumento (no qual o piloto orienta sua navegação por equipamentos de bordo e de solo, e não apenas pelo visual). ''Na falta desses equipamentos, há outros que auxiliam no vôo. Sempre há outro sistema para garantir a segurança'', afirmou o professor Edson Luiz Gaspar, coordenador do curso de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi. ''Não é uma situação desesperadora.''
Segundo Bueno, o piloto do Airbus fez contato com os controladores de tráfego do SRPV e avisou que não estava recebendo as informações meteorológicas. ''Ele acionou o código de emergência quando estava próximo de São Paulo e optou por descer em Guarulhos, o que foi certíssimo.''
A pista do Aeroporto Internacional é maior que a de Congonhas e está em melhor estado, disse o comandante Célio Eugênio de Abreu Júnior, da Secretaria de Segurança de Vôo do Sindicato dos Aeronautas.(Agência Estado)

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