Londrina - O chefe do Departamento de Atenção às Condições Crônicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Juliano Gevaerd, destacou que o planejamento de sua pasta vai até o ano de 2020 e isso inclui o planejamento relacionado à população idosa. "Mas é óbvio que temos que pensar mais para a frente. Até 2050 a tendência é de que o número de idosos supere o número de jovens em uma tendência parecida com o que se vê hoje na Europa", afirmou.
Ele explicou que a Sesa investirá em políticas de prevenção e promoção da saúde para impedir que as doenças apareçam. "Essa transição demográfica está acelerada. Nós já estamos trabalhando na qualificação de profissionais para atender esse público específico. Obviamente as unidades de saúde deverão receber uma mudança de estrutura física, mas o financiamento para isso não é uma matemática precisa. O aumento do número de leitos ou de UBS (unidades básicas de saúde) vai sendo adequado conforme o projeto está em andamento", apontou.
Segundo ele, não é porque as pessoas estão envelhecendo que todas elas irão utilizar os serviços de saúde. "O IBGE trabalha com expectativas e isso não é uma certeza absoluta. A quadruplicação dos idosos não significa que haverá uma quadruplicação de doentes", afirmou.
Gevaerd destacou que é preciso trabalhar as gerações mais novas para evitar que isso aconteça. Questionado sobre o que tem sido feito hoje para evitar um quadro mais sombrio no futuro, ele explicou que essa questão é muito ampla e não poderia ser respondida resumidamente, mas enalteceu que todas as campanhas de prevenção praticadas hoje podem evitar um aumento de pessoas com doenças crônicas no futuro. (V.O.)

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