Tendência era arquivar pedido
São Paulo, 11 (AE) - A tendência inicial era de que o pedido de impeachment do prefeito de São Paulo, Celso Pitta, fosse arquivado. Além de Myryam Athiê (PPB), os vereadores José Amorim (PTB) e Toninho Paiva (PFL) não estavam dispostos a transformar a denúncia em acusação - Paiva temia a desmoralização com a eventual derrota em plenário.
Myryam já havia afirmado que, apesar das confirmações do vice-prefeito Régis de Oliveira, o Tribunal de Contas do Município (TCM) e a Câmara haviam referendado os gastos com educação. Durante a sessão, os vereadores esboçaram uma possibilidade de mudança. "Pode ser que a posição mude", disse um integrante da Comissão Especial, que pediu para não ser identificado. Os vereadores reuniram-se para discutir a questão.
Requião - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) chegou à Câmara para seu depoimento informal com mais de meia hora de atraso. Os governistas tentaram usar o atraso para encerrar a sessão. Requião foi convidado a prestar esclarecimentos por requerimento apresentado pelo vereador José Mentor (PT), pois o escândalo dos precatórios é uma das várias denúncias que constam no pedido apresentado pelo PT.
O depoimento de Requião estava marcado para 10 horas. Como às 10h30 ele não havia chegado, a relatora da comissão, Myryam Athiê, pediu o encerramento da sessão. Mentor disse que seria "indelicadeza" com o senador e Maria Helena e Paiva concordaram.
O presidente da comissão, Celso Cardoso (PPB), suspendeu a sessão por cinco minutos. Requião chegou e iniciou o resumo. Quando foi avisado de que o tempo estava acabando, reagiu: "O negócio é o seguinte: ou termino a colaboração que vim prestar aqui ou volto para Brasília, porque não tenho tempo para brincadeiras."





