Tendência do LIRAa é de aumento
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina A divulgação do levantamento rápido do índice de infestação predial por Aedes aegypti (LIRAa), que ocorrerá nesta sexta-feira, pode trazer ainda mais preocupação para a comunidade londrinense. A estimativa do Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde é de que o dado supere a marca de 2%. Vale lembrar que o percentual máximo tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 1%.
Segundo o supervisor geral de Endemias do município, Luiz Alfredo Gonçalves, este é o quarto levantamento realizado este ano. O primeiro deles, realizado em janeiro, apontou infestação de 8%, o que representava forte risco de epidemia. O segundo, de março, apontou uma queda para 6,2% e o terceiro, em julho, para 1,1%. Com o retorno do calor e das chuvas, já havia uma expectativa de crescimento desse percentual.
O LIRAa identifica os criadouros e a situação de infestação do município e permite o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas. Ao todo foram vistoriados cerca de 8,6 mil imóveis em toda a cidade. O levantamento desta quarta edição já foi realizado e depois de tabulado será divulgado pelo Secretário de Saúde, Francisco Eugênio de Souza.
Gonçalves informa que, se for necessário, acionará escolas, igrejas e associações de bairro para orientar a comunidade para intensificar as ações de combate ao mosquito. Ele acrescentou que há casos confirmados da doença em bairros como os conjuntos Vivi Xavier e Aquiles Stenghel, ambos na zona norte, e que nesses locais será realizado um trabalho mais incisivo.
"Procuraremos os líderes comunitários para que nos ajudem a fazer a divulgação e apontar as boas práticas contra a dengue. Mas nossas equipes encontraram mosquitos voando em todos os bairros da cidade. Não existe área livre do mosquito na cidade", aponta.
O Setor de Endemias da Secretaria de Saúde de Londrina conta com 28 equipes para o trabalho de fiscalização e orientação dos moradores. Neste ano foram feitas 6.774 notificações e 1.163 casos foram confirmados. Deste total, foram 1.048 autóctones e 92 importados.
Do total de casos confirmados, a maior concentração está nas regiões norte e oeste, com 326 e 325 casos, respectivamente. A zona sul aparece em seguida, com 197, seguida pela área central, com 180, e a leste, com 119. A zona rural apresenta o menor número, 16.
De acordo com Gonçalves, a concentração dos casos em determinadas regiões se dá pela presença de pessoas suscetíveis ao vírus (por exemplo, quem nunca teve dengue) e à infestação do mosquito. Em relação aos criadouros, ele ressalta a preocupação com o descarte irregular tanto em terrenos baldios como em fundos de vale. "Nada justifica a pessoa jogar lixo nesses locais", salienta.


