Temporal provoca destruição em Maringá; empresária morre afogada
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quarta-feira, 08 de dezembro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 08 (AE) - Um temporal no início da noite de ontem (07), na região de Maringá, no norte do Paraná, destruiu casas, destelhou residências e barracões e deixou 3.269 desabrigados em vários municípios da região. A empresária Cristina Barros, irmã do deputado federal Ricardo Barros (PFL-PR), morreu afogada, ao ser arrastada pela correnteza. Ela se agarrou a um poste, mas não conseguiu levantar-se, pois ele estava eletrificado. A governadora em exercício, Emília Belinati
viajou hoje à tarde para a região.
Um dos municípios mais atingidos foi Astorga, a 460 quilômetros de Curitiba, vizinho a Maringá, onde 1.250 pessoas estavam desabrigadas hoje. Mais de 250 casas foram destelhadas e dez totalmente destruídas. Os prejuízos também se estenderam ao parque industrial, onde vários barracões foram descobertos e muitos produtos se perderam. Os produtores de uva e soja também reclamaram, principalmente do granizo, que ainda estava acumulado hoje pela manhã em alguns locais.
O prefeito de Astorga, João Zampiére, decretou estado de emergência. Bombeiros, policiais e funcionários da prefeitura trabalhavam hoje na retirada de árvores que caíram em várias regiões da cidade. A rede elétrica também estava sendo refeita, pois alguns postes foram arrancados pelo vento e muitos fios arrebentados pelas árvores.
Em Maringá, onde a chuva forte demorou menos de 30 minutos, o Corpo de Bombeiros atendeu a mais de 100 chamadas para atender destalhamento de casas e alagamentos. O sistema elétrico e telefônico da cidade foi afetado. Pelo menos 10 casas foram bastante atingidas pela tempestade no Bairro Jardim Olímpico, um dos mais prejudicados. Alguns telhados, sobretudo os de estrutura metálica, caíram, mas não provocaram ferimentos em ninguém. Em menos de meia hora, choveu 80 milímetros na cidade, 30 a mais do que no mês de novembro.
Morte - A empresária Cristina Barros, de 44 anos, morreu. Segundo testemunhas, ela desceu do carro, em frente a seu escritório, com a mãe, Bárbara. Quando chegou na calçada, escorregou e foi levada pela correnteza. Na tentativa de se salvar, Cristina agarrou-se a um poste de luz, que estava eletrificado. Algumas pessoas que tentaram salvá-la e sofreram choque. De acordo com laudo do Instituto Médico Legal, a empresária morreu por afogamento. "O choque apenas impediu que ela se levantasse", disse o diretor regional do IML, Aldo Pesarini.


