São Paulo - A chuva intensa na madrugada desta segunda-feira (10) em São Paulo provocou alagamentos, desmoronamentos e quedas de árvores em vários bairros da capital. Os rios Tietê e Pinheiros transbordaram interditando pontos das marginais.

Trânsito travou na maior cidade do País por conta dos alagamentos
Trânsito travou na maior cidade do País por conta dos alagamentos | Foto: Miguel Schincariol/AFP

No início da manhã, a Prefeitura de São Paulo anunciou que o rodízio de veículos estava suspenso nesta segunda-feira. Algumas escolas suspenderam as aulas.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão Marcos Palumbo, pediu para as pessoas evitassem sair de casa. "Pedimos para as pessoas fiquem em casa, não é o momento para deslocamentos", afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, em entrevista ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo.

Veículos ficaram ilhados com chuva recorde que atingiu São Paulo
Veículos ficaram ilhados com chuva recorde que atingiu São Paulo | Foto: Miguel Schincariol/AFP

O trânsito ficou parado na rodovia Castello Branco, sentido capital. Por motivo de alagamento, alguns trens não circularam. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), ao menos 33 pontos da cidade ficaram intransitáveis devido aos alagamentos.

O temporal provocou também a interdição de trechos da rodovia Régis Bittencourt, nos km 272 e 276, regiões de Taboão da Serra e de Embu das Artes, no sentido Curitiba. O alagamento provocou um congestionamento de dois quilômetros.

Muita gente ficou ilhada por conta dos alagamentos em vários pontos da cidade, sem poder voltar para casa. Entre as medidas para amenizar os problemas na cidade, estão a limpeza dos locais onde as águas baixaram para liberação das ruas para os veículos.

"As regiões em que gente ainda tem problema são basicamente das subpreituras de Lapa, Santana e Pinheiros. Outra área é na marginal Tietê, perto da ponte das Bandeiras", diz o secretário das Subprefeituras, Alexandre Modonezi. De acordo com o secretário de Infraestrutura e Obras, Vitor Aly, o principal problema na cidade ocorreu na região dos rios Pinheiros e Tietê. A cidade passou pelo efeito repique, em que houve uma chuva, que diminuiu a capacidade de absorção da cidade, e depois uma nova precipitação. Nas redes sociais, o governador João Doria pediu que a população ficasse atenta às recomendações de segurança e evitasse áreas de risco.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a cidade de São Paulo registrou entre a tarde de domingo (9) e a manhã desta segunda (10) o segundo maior volume de chuva em 24 horas no mês de fevereiro dos últimos 77 anos. A medição recorde, até o momento, foi registrada no dia 2 de fevereiro de 1983, quando choveu 121,8 mm.

Entre 9h de domingo e as 9h desta segunda, choveu na capital paulista 114 mm. Considerando todos os meses do ano, o volume foi o oitavo maior acumulado da história. Isso significa que, em uma área de um metro quadrado, caiu em média 114 litros de água. O maior volume até agora foi de 123,6 mm, registrado no dia 5 de julho de 2019.

Ainda segundo o Inmet, o volume de chuvas dos dez primeiros dias de fevereiro soma 299,6 mm, superando a medição comum para esta época do ano, de 249,7 mm. Nas regiões central, sul e leste de São Paulo, o volume variou entre 70 e 100 mm. Em Barueri, cidade da Grande São Paulo, também houve recorde. A cidade registrou maior volume dos últimos sete anos, com 145,8 mm.

Ao menos nove unidades da Fundação Casa e seis Centros de Detenção Provisória ficaram sem receber refeição, entre a manhã e a tarde desta segunda-feira, na zona norte da capital paulista, por conta da chuva. Ao todo, 8.203 adultos e 484 menores ficaram sem almoço.

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