Temporal provoca alagamento de garagens, bibliotecas e universidades em Curitiba
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de fevereiro de 1999
Por Mônica Kaseker, especial para a AE 
Curitiba, 22 (AE) - Um temporal no final da tarde de ontem (21) provocou o alagamento de avenidas e de garagens no centro de Curitiba, cerca de 220 pessoas ficaram desabrigadas e três prédios foram interditados. Uma mulher teria sido arrastada pela enxurrada e o Corpo de Bombeiros procura o corpo no rio Barigui. A água fez muitos estragos em instalações da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e em bibliotecas públicas. Em pouco mais de duas horas choveu 143,8 milímetros, mais do que a média histórica do mês de fevereiro, de 139mm.
Hoje universidades, bibliotecas, lojas e até o Fórum de Curitiba não funcionaram. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil atenderam a cerca de 400 chamados em 33 bairros da cidade. Hoje durante o dia muitas pessoas voltaram para suas casas, mas 54 pessoas, que perderam tudo, continuam nos abrigos. Três prédios foram parcialmente interditados por causa da queda de muros sobre as paredes e alagamentos. Em apenas uma garagem, 30 carros foram danificados pela água e lama.
Na Rodoviária de Curitiba, a água atingiu depósitos que ficam no subsolo, estragando os estoques de bares e documentos da Urbs - empresa que gerencia o transporte coletivo em Curitiba. Por mais de 40 minutos os ônibus não puderam entrar nem sair das plataformas. A estação ficou sem luz, telefone e água durante todo o dia de hoje, funcionando precariamente.
Suspende - A PUC-PR adiou o início das aulas para a próxima quinta-feira, pois os funcionários trabalhavam hoje na limpeza de todas as instalações térreas do campus. Laboratórios, departamentos administrativos e biblioteca sofreram estragos. Na Biblioteca Pública do Paraná uma sala teve que ser interditada por causa da inundação que danificou 30 mil volumes de história, geografia e biografias. Na Universidade Tuiuti a perda foi total
pois a biblioteca, que fica no subsolo, foi tomada pela água.
Quatro mil telefones ficaram mudos por causa do alagamento em um distribuidor, infiltração em cabos telefônicos e danos causados por um raio. Também houve congestionamento nos serviços para solicitação de consertos e reparos da Companhia Telefônica, onde o número de chamadas dobrou. O Sistema Meteorológico do Paraná prevê mais chuva nos próximos dias.


