Santiago - Pelo menos dez pessoas morreram no mais violento temporal dos últimos 80 anos no Chile, cuja força diminuiu bastante, depois de alterar a normalidade de seis das 13 regiões do país.
O corpo de um idoso que foi encontrado na aldeia de Los Molloes, onde uma avalanche destruiu 15 casas, aumentou para quatro o número de vítimas no povoado, localizado a 150 km ao norte de Santiago.
Os outros mortos pelo temporal de segunda-feira são um operário em um deslizamento de terra no porto de Valparaíso, 110 km a oeste de Santiago; um trabalhador atingido por um choque em uma torre de alta tensão nos arredores da capital; um senhor arrastado por uma avalancha em Concepción, 500 km ao sul; um casal pelo desabamento de sua casa; e a mendiga Patricia Peña Balmaceda, de 43 anos, morta por hipotermia, ao norte de Santiago.
O trânsito em Santiago era caótico na manhã de ontem, devido à forte chuva, e o Ministério da Educação determinou a suspensão das aulas nas escolas e universidades. ‘‘Recomendamos que a população não saia de casa’’ nos centros urbanos mais afetados, alertou o diretor do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), Alberto Maturana.
O secretário-geral de Governo, Heraldo Muñoz, estimou ontem que as pessoas afetadas chegam a 29.000 mas não descartou a possibilidade de esse número aumentar nas próximas horas.

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