Temporal e ventania atingem cidade paulista
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terça-feira, 27 de outubro de 1998
Agência Folha 
Chuva de granizo e fortes ventos destruíram casas e indústrias anteontem à noite em Nova Granada, no interior de São Paulo. O temporal durou 15 minutos, tempo suficiente para destelhar mais de 50 casas. Três foram parcialmente destruídas, com queda de paredes. Quatro empresas foram danificadas e mais de cem árvores arrancadas ou quebradas, segundo levantamento da prefeitura.
O prefeito Luiz Augusto Salvador (PSDB), 40 anos, estima em mais de 100 km/h a velocidade dos ventos. A cidade não possui equipamentos para medição exata. Segundo moradores, as telhas das casas eram arremessadas a mais de cem metros. Apesar da intensidade do temporal, ninguém ficou ferido.
O município, que fica a 475 km a noroeste de São Paulo, ficou três horas sem energia, em razão de fios da rede elétrica arrebentados. O muro da EEPG Professora Adalgisa Pereira Prado desabou. O pronto-socorro, o Posto de Saúde, o ginásio de esportes e o almoxarifado também foram destelhados. Dez ruas ficaram interditadas. O prefeito estima em R$ 350 mil os prejuízos.
Somente o empresário Nilton de Barros perdeu entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, segundo seus cálculos. Na sua empresa, de implementos agrícolas, uma parede desabou e o telhado metálico foi lançado sobre a cobertura de outra indústria, a cerca de 50 metros.


