Temporal destelha casas e desabriga em SP e SC
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de outubro de 1998
Agência Folha e Agência Estado 
Fortes ventos, acompanhados de granizo, destelharam casas, derrubaram árvores e destruíram lavouras na madrugada de ontem em seis cidades do sudoeste do Estado de São Paulo. Mais de cem famílias ficaram desabrigadas. No Vale do Ribeira, as águas do Rio Ribeira subiram e a Defesa Civil começou a remoção de famílias das áreas ribeirinhas. Em Votorantim, pelo menos 50 casas e barracos foram destelhados no bairro Itapeva, zona sul da cidade.
Em Itaoca, 40 casas tiveram os telhados arrancados pelo vento, nas localidades de Rio Claro, Lageado e Guarda Mão, segundo o prefeito Antonio Carlos Tranin (PSDB). O granizo destruiu lavouras e silos na zona rural.
No município de Sete Barras, pelo menos 20 casas foram destelhadas parcialmente na área urbana. O nível do Rio Ribeira de Iguape estava 3,5 metros acima do normal e a população ribeirinha foi colocada em alerta. Em Apiaí 25 famílias ficaram desabrigadas por causa do temporal, que destelhou casas e destruiu barracos.
Lavouras de tomate foram arrasadas na zona rural. Em Ribeira, 15 casas tiveram destelhamento total e cinco famílias foram removidas para o centro comunitário. As outras permaneceram nas casas, cobertas com lonas. O temporal causou a interdição da rodovia de acesso a Itaoca, onde um bueiro e parte da pista rodaram, e deixou isolados os bairros Panelinhas, Cavalheiros e Ilha Rasa. O nível do Ribeira, que era de 3,20 metros na manhã de ontem, subiu para 6,20 à tarde e continuava subindo.
Santa Catarina O temporal que caiu na madrugada de ontem em Santa Catarina deixou pelo menos 2.100 pessoas desabrigadas no norte e oeste do Estado e outras 5.000 isoladas, após queda de barreira em uma estrada, quase na divisa com o Paraná. O município mais atingido foi Chapecó (oeste), onde a Defesa Civil Municipal registrou 2.000 desabrigados. Cinco casas desabaram e outras 400 ficaram danificadas depois de uma forte chuva de granizo com ventos de mais de 90 km/h.
Em Porto União (norte), foi decretado estado de calamidade pública, após a cheia do rio Iguaçu, que subiu 6,46 metros acima do nível. Segundo o capitão Volny de Souza, chefe da Defesa Civil do Estado, cerca de 5.000 pessoas ficaram isoladas no subdistrito de Santa Cruz do Timbó, após queda de barreira em uma estrada vicinal.


