Rio - O temporal que atingiu o Estado do Rio anteontem à noite e na madrugada de ontem causou a morte de sete pessoas, deixou pelo menos dez feridos e provocou desabamentos e alagamentos em diversas cidades, obrigando a Defesa Civil a salvar pessoas com barcos.
Já são 33 mortes registradas neste ano em razão das chuvas que vêm atingindo o Estado do Rio desde o último dia 11. Até agora, a Defesa Civil do Estado contabiliza 948 pessoas desalojadas e 1.098 desabrigadas. O desalojado tem para onde ir. O desabrigado vai para locais indicados pela administração pública.
Em Niterói (a 14 km do Rio), Antônio Carlos da Silva, 39, e a filha Aline, 9, morreram soterrados quando a casa em que moravam desabou. Na casa estavam o filho de Silva, Carlos Donato, 2, que estava protegido pelo corpo do pai, e o enteado Jonathan, 10 meses, protegido pelo corpo de Aline. Os dois foram internados no Hospital Azevedo Lima.
Enteada de Silva, Emily Cristina, 12, dormia na casa da irmã. ''Fiquei muito preocupada com meus irmãos que estavam longe de mim. Queria muito ir para casa, mas choveu demais. Acordei cedinho e olhei pela janela para ver nossa casa (a casa da irmã de Emily fica um pouco acima da do padrasto) e ela não estava mais lá. Saí correndo e vi minha irmã soterrada'', contou, chorando.
Também em Niterói, Sueli Lopes, 60, morreu soterrada quando um muro caiu sobre sua casa. Próximo ao local, foi notificado à Defesa Civil o desaparecimento de Edgar Guilherme Corrêa, 55.
Em Miguel Pereira (cidade a 120 km do Rio), Marli dos Santos, 55, morreu soterrada, quando um deslizamento de terra derrubou sua casa. Segundo vizinhos, o Corpo de Bombeiros esteve no local e interditou a casa por volta das 22h, mas ela teria voltado às 2h, logo após a saída dos bombeiros. O marido de Marli, Heitor Viana, ficou ferido, mas passa bem.
Em Paulo de Frontin (a 86 km do Rio), Maria Helena Araújo Moreira, 57, morreu soterrada por um deslizamento. José Maria da Silva, 55, e a filha Rafaela, 12, morreram sob os escombros da casa em que moravam.
Outros municípios do centro-sul fluminense registraram quedas de barreiras, de casas, de pontes, alagamento e desabrigados.
Em Belford Roxo, cidade mais atingida na Baixada Fluminense, a Defesa Civil Municipal precisou usar barcos e botes infláveis para retirar famílias inteiras de suas casas. São 50 famílias desabrigadas pelas chuvas de ontem.

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