Tempo seco e incêndios são risco para saúde
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Londrina - O aumento de ocorrência de doenças respiratórias no inverno já é praxe, mas com a inalação de fumaça o problema pode se tornar ainda mais sério, de acordo com o pneumologista Denison Freire. ''Toda fumaça é tóxica, e tem partículas microscópicas que podem chegar até os pulmões, obrigando células de defesa a agir. Com imunidade mais baixa o risco de uma laringite, faringite e pneumonia é maior'', explicou Freire.
Ontem foram registrados dois incêndios em Londrina, num terreno baldio na Zona Norte e outro à beira da rodovia PR-323, entre o distrito da Warta e Sertanópolis. De acordo com o tenente Rafael Augusto Galante, do Corpo de Bombeiros, neste mês já foram atendidas 22 ocorrências de incêndios na cidade.
''As principais causas são bitucas de cigarro e também pessoas que tentam limpar um terreno baldio colocando fogo em entulhos'', afirmou Galante. Dos 246 incêndios registrados no ano, 90 aconteceram em terrenos baldios e outros 68 em vegetações rasteiras. ''Uma área de 16 alqueires foi queimada neste ano, comparado a 10 alqueires durante o mesmo período em 2010'', disse o tenente.
A tendência é que o número de incêndios aumente nos próximos dias. De acordo com o técnico em metereologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Edmirson Borrozzino, a última chuva que atingiu Londrina e região foi do dia 2 para 3 de julho. Não há previsão de chuvas em Londrina para os próximos dias. ''A média de chuvas para julho é de 68 mm, e até o momento foram 21 mm'', afirmou Borrozzino.
No mês passado, o Corpo de Bombeiros atendeu 958 ocorrências de incêndio florestal (em terrenos baldios ou às margens de rodovias) em todo o Paraná. O 5º Grupamento de Bombeiros, em Maringá, registrou o maior número de ocorrências: 232.


