O tempo seco tem aumentado o número de incêndios na região de Londrina. Segundo o Simepar, a última vez que choveu foi no dia 1º de maio, quando a precipitação registrada foi de 5,2 mm. Segundo o Sisbm, responsável pelos dados estatísticos do Corpo de Bombeiros, desde o dia 1º de maio foram registrados 311 incêndios em áreas rurais. No mesmo período do ano passado foram registrados 66 incêndios.
A média histórica de chuvas no mês de maio é de 125 mm. Segundo o meteorologista Tarcízio Valentim da Costa, do Simepar, não existe previsão de chuva para os próximos dias. Ele diz que hoje esfriará muito em todo o Paraná - com risco de geada na região Sul - e que com o frio não existe indicação de que a seca cesse logo.
O aspirante do Corpo de Bombeiros Victor Matias da Rocha orienta a população a não jogar bitucas de cigarro no chão, não soltar balões, não realizar a queima de lixo e não fazer a limpeza de terrenos com queimadas.
''Nessas condições fica mais difícil de controlar um incêndio porque o fogo se alastra rapidamente e pode colocar em risco as residências'', conta. Se alguém testemunhar um incêndio dessa natureza pode denunciar à Polícia Ambiental pelo telefone 190.
''Desde que chegou o outono nós estamos em alerta permanente para estas eventualidades'', diz o aspirante. Segundo ele, este ano é um dos mais secos dos últimos tempos e nessas condições é normal que haja um aumento no número de incêndios.
Além disso, Rocha conta que além do risco de incêndios, as queimadas provocam problemas respiratórios decorrentes da fuligem e da fumaça. ''Caso haja intoxicação a ponto da vítima sofrer tontura e queda de pressão a orientação é chamar o Siate pelo 193 e, se o caso for clínico, a pessoa deve chamar o Samu pelo telefone 192'', explica.
Uma enfermeira de plantão do Pronto Atendimento Infantil, que pediu para não ser identificada, conta que os casos de doenças respiratórias tem aumentado muito com o tempo seco. ''Durante esse período aumentam os casos de bronquite e de asma'', explica. Ela diz que uma recomendação para quem estiver sentindo esses sintomas é se hidratar, deixar o ambiente sempre arejado, colocar uma toalha úmida e deixar uma bacia d'água no aposento. ''Se a pessoa tiver condições de comprar um umidificador de ar, é melhor'', completa.
A dona-de-casa Geny Conceição Spezzotto, 34 anos, sofre de renite e é alérgica e conta que vem sofrendo com esse clima seco. ''Minha garganta está seca e meu nariz está dolorido'', conta. Ela diz que segue a recomendação de colocar uma toalha molhada e uma bacia d'água debaixo da cama para melhorar a umidade do ar.
A estudante Andressa Monique Tosta, 16 anos, já teve bronquite quando era mais nova, mas há dez anos não sofria uma crise, mas com o tempo seco dos últimos dias tem sofrido bastante. '' Não tenho conseguido dormir direito'', conta.

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