Tempestades e queda de granizo afetam 186 mil
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - Chuvas fortes, vendavais e queda de granizo, causados pelo deslocamento de uma frente fria que atingiu todo o Paraná, afetaram 186.119 pessoas em 19 cidades entre a manhã de segunda-feira e a tarde de ontem. Além disso, 2.239 residências foram danificadas, oito destruídas, 250 pessoas estão desalojadas e 15, desabrigadas.
Os maiores problemas foram registrados em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com 4.500 moradores atingidos e 1.200 residências danificadas; Campina do Simão (Centro), com 4.860 pessoas afetadas, 150 desalojados, 15 desabrigados e 120 residências com problemas; e Curitiba, com 1.500 pessoas atingidas e 300 casas destelhadas. Em Cascavel (Oeste), 120 mil pessoas tiveram interrupção de energia elétrica, assim como 54 mil moradores de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba).
''No caso de Cascavel e Campo Largo o problema foi a falta de energia. As áreas que mais exigem atenção são Pinhais, Curitiba e, principalmente, Campina do Simão, que registraram prejuízos materiais. Na cidade do interior, até o acesso estava complicado após a chuva e a população é pequena. Já distribuímos lonas e telhas para que as casas possam ser reparadas'', informou o capitão Enídio Angelotti, chefe da Coordenadoria da Defesa Civil Estadual.
O órgão também informou que os municípios de Antonina, Araucária, Candói, Carambeí, General Carneiro, Guarapuava, Pato Branco, Piraquara, Ponta Grossa, Manfrinópolis, Guamiranga, Rio Branco do Sul e Turvo tiveram prejuízos. Cinco casas foram completamente destruídas em Antonina (Litoral), e outras três na cidade de Guamiranga (Campos Gerais).
Os moradores do bairro Vargem Grande, em Pinhais, contabilizavam os prejuízos na tarde de ontem, e aguardavam o fim das chuvas para tentar instalar novas telhas nas casas atingidas pelo granizo na noite de segunda-feira. O metalúrgico José Cláudio Saldanha Souza teve que ir até Piraquara para encontrar material.
''Muitas casas foram afetadas aqui na região. Primeiro veio o granizo e, logo em seguida, a chuva forte, que alagou boa parte da casa. Conseguimos salvar alguma coisa, mas os móveis dos quartos molharam e tentamos proteger com lonas e plásticos'', disse.
A cabeleireira Solange Skroch passou a noite em claro, tentando salvar os móveis e tirando água de dentro de casa com um rodo. Ela informou que os filhos e a neta vão para a casa do irmão, no bairro Santa Cândida, na capital, para evitar novos transtornos.
''Ninguém dormiu por causa do desespero. Trabalhamos à noite e de madrugada para evitar o pior. Improvisamos com uma lona, mas o que conseguimos não cobriu todo o telhado da casa'', lamentou.


