Tempestade deixa um morto no Paraná
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Michelle Aligleri <br> <br> Reportagem Local 
Alagamento, destelhamento, árvores caídas e destruição. Este era o cenário na manhã de ontem em várias cidades do Paraná, por conta da ventania e da chuva que atingiram o Estado no final da tarde do último sábado causando estragos em todas as regiões. Até a tarde de ontem, a Defesa Civil do Paraná registrou mais de 2,2 mil residências danificadas e mais de 109 mil pessoas afetadas.
Em Foz do Iguaçu (Oeste) foi registrada uma morte. De acordo com o chefe da sessão de planejamento da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná, Capitão Eduardo Pinheiro, um homem de 56 anos foi vítima da queda de lage de um restaurante. Até a manhã de ontem esta era a única vítima das chuvas confirmada no Estado pela Defesa Civil.
Outras cidades da região oeste também registraram estragos. Em Toledo houve alagamento em vários pontos. Conforme o Capitão Araújo, do Corpo de Bombeiros de Toledo, em Céu Azul e Vera Cruz do Oeste, a queda de granizo danificou mais de 1,2 mil casas e deixou mais de 40 famílias desalojadas. Os bombeiros distribuíram lonas e telhas para os atingidos. Ninguém ficou ferido. Em Santa Izabel do Ivaí o forte vendaval deixou cerca de 150 pessoas desalojadas.
Estragos materiais também foram registrados em várias outras cidades. No Norte Pioneiro, os municípios de Joaquim Távora e Carlópolis ficaram sem energia elétrica. Conforme o aspirante Jefersson Gregório, comandante do Corpo de Bombeiros de Santo Antônio da Platina, também houve falta de energia elétrica na cidade e uma casa desabou no distrito de Platina, mas ninguém ficou ferido. O Capitão Pinheiro, disse que apesar das várias ocorrências, não houve número relevante de pessoas desalojadas ou desabrigadas no Estado.
Em Londrina, foram registradas cerca de 40 quedas de árvores em todas as regiões da cidade. No Jardim Alpes (Zona Norte), uma imensa árvore caiu em um terreno baldio na Rua Mauro Ferreira. A menos de uma quadra da queda, outra árvore caiu sob um alambrado de um campo de futebol. ''Eu ia começar a apitar o jogo, mas começou a ventar muito forte e a árvore tombou. Todos ficaram assustados e foram correndo para casa'', conta Cláudio Pizi, morador do bairro.
De acordo com o subtenente Laerte Anísio de Oliveira, do Corpo de Bombeiros, o vento derrubou muitas árvores que interromperam o fornecimento de energia elétrica em vários bairros. ''Para a nossa sorte, a maioria das árvores caiu sobre a rua e não sobre as casas'', disse. A rajada mais forte identificada pelo Instituto Simepar foi de quase 85 quilômetros por hora e ocorreu por volta das 16h45.
Ele afirmou que durante a madrugada as equipes do Corpo de Bombeiros atuaram diretamente em cerca de dez árvores que cairam em residências. Na Zona Norte da cidade, três quedas danificaram veículos que estavam estacionados. ''Todas as ocorrências de árvores que danificaram a rede elétrica foram repassadas para a Copel'', completou.
O trabalho dos bombeiros começou às 18h30, junto com a ventania e só foi encerrado por volta das 4 horas. ''Às vezes é só a queda de um galho que não oferece risco imediato. Nestes casos a coorporação deixa para fazer a remoção no dia seguinte, com a luz, até para não arriscar a segurança da equipe'', explicou. Até a manhã de ontem Anísio disse que 15 pessoas tinham ido ao quartel buscar lona para cobrir casas que estavam destelhadas. Apesar de tantas ocorrências, não foram registradas pessoas feridas por conta do temporal na cidade.
A equipe de atendimento telefônico da Defesa Civil disse na manhã de ontem que havia muita reclamação de pessoas que estavam sem energia elétrica e não conseguiam falar na Copel. Às 11h30 ainda havia bairros sem luz em Londrina. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Copel durante todo o dia, mas não teve sucesso.


