As pancadas de chuva que atingiram grande parte dos municípios paranaenses neste último fim de semana não fizeram diferença nas lavouras, mas já surtiram efeito nas cidades. A sensação de calor foi amenizada e, embora a temperatura deva voltar a subir amanhã, dificilmente irá chegar ao extremos da semana passada. A previsão é do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar).
''Essa mudança climática não vai resolver o problema da seca, que demora tanto para se formar quanto para acabar, mas já é um bom indício. A frente fria conseguiu passar com força e o calor diminuiu bastante'', afirmou ontem o meteorologista Samuel Braun. De acordo com o especialista, o Simepar registrou chuvas em quantidade razoável em quase todo o Paraná, exceto nos postos de Ponta Grossa e União da Vitória. O índice pluviométrico foi de 30 milímetros (mm), em média. Em Londrina, as máximas baixaram dos cerca de 35 graus marcados na semana passada para até 28 graus, informou Braun.
O Simepar prevê novas pancadas de chuva para os próximos dias, mas antecipa que o calor deve voltar a ganhar força amanhã. ''No Norte do Paraná as máximas devem ficar em torno de 33 graus'', ressaltou o meteorologista.
Com relação ao abastecimento de água, o diretor metropolitano da Sanepar em Londrina, Sérgio Bahls, disse que problemas têm sido causados não pela seca, mas pelo calor. Segundo Bahls, o grande volume pluviométrico registrado no primeiro mês deste ano um dos janeiros mais chuvosos dos últimos tempos garantiu a reserva de água e melhorou bastante o desempenho do manancial. No entanto, as altas temperaturas fizeram aumentar o consumo de tal forma, que chega a faltar água em alguns locais, em certos períodos.
''Esse calor atípico mudou os hábitos dos consumidores de Londrina e região. As pessoas querem se refrescar, não importa como, e acabam desperdiçando água. Ontem (anteontem), nossa central de reservação chegou a apenas 20% do total'', alertou. De acordo com o diretor, bairros localizados em áreas mais altas, como os jardins Higienópolis (Área Central) e Bandeirantes (Zona Oeste), são os primeiros a sofrer as consequências da redução nos reservatórios.
A Sanepar recomenda que as pessoas evitem gastos excessivos de água como banhos muito longos e lavagem de calçadas principalmente no horário mais crítico, que vai das 11 às 14 horas.

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