A anomalia La Ni¤a, o oposto do El Ni¤o, está dando sinais de aparecimento nos modelos climáticos dos principais institutos meteorológicos do mundo. O fenômeno responsável pelo esfriamento da superfície do mar na faixa do Pacífico Equatorial deve surgir entre o final de 98 e o início de 1999.
Segundo mostra a previsão do Administração Nacional dos Oceanos e Atmosfera (Noaa), dos Estados Unidos, a temperatura da superfície do oceano Pacífico na costa do Peru, região de ocorrência do El Ni¤o, está em regressão e deverá se normalizar até o final deste ano. Porém, os cientistas acreditam que apenas este indicativo não sirva ainda para determinar um quadro favorável para o surgimento do La Ni¤a.
Este novo fenômeno, conhecido como Anomalia Negativa de Temperatura da Superfície do Mar, resfria subitamente as águas oceânicas entre 2 a 4 graus centígrados. A média térmica normal do Oceano Pacífico na porção central sai dos 25 graus para marcas próximas aos 20 graus.
Semelhante ao El Ni¤o, a piscina de água fria se estende pela faixa equatorial chegando até 150 quilômetros da costa peruana. Quando alcança o continente, esse bolsão se espalha para o norte e sul, criando uma zona marítima de baixa temperatura entre o Chile e o Equador. Apesar de ser um fenômeno de grande escala, seus efeitos são menos devastadores e mais localizados que seu opositor, o El Ni¤o.
O Brasil é afetado por essa anomalia, a El Ni¤a, principalmente na região sul, mais especificamente no sudoeste do Rio Grande do Sul. Essa área acaba tendo um déficit de chuvas, o que prejudica o cultivo de trigo. Também são atingidos o nordeste da Argentina, o sul do Paraguai e o Uruguai.

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