Temperatura alta anima indústria e o comércio
A data foi escolhida estrategicamente porque coincide com a melhor época do ano para o setor. Segundo Erico Sávio, proprietário da Sávio Sorvetes, de Londrina, o consumo do produto na primavera e verão equivale a 70% da produção anual. ''A definição das estações, com certeza, aumentará as vendas deste semestre. O verão de 2003, por exemplo, choveu demais e isto é pior que o frio. Desta vez, nossa expectativa é crescer entre 30% e 40%'', disse o empresário que abastece 800 pontos de venda em 65 municípios.
Considerando os indicativos, Salvador será o único a comemorar o Dia Nacional do Sorvete, em Londrina. De acordo com Sidnei Sanches, sócio-proprietário da Delitália, falta uma entidade regional que reúna e motive a categoria. A mais próxima fica em Curitiba e a distância inibe a participação do interior.
Para alívio da indústria e comércio, este semestre promete ser muito melhor em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Abi, o volume de vendas em julho subiu 15% em comparação ao mesmo mês de 2003 e, em agosto, a alta chegou a 30%. Nos primeiros seis meses, o movimento foi considerado fraco na região de Londrina devido ao frio e a chuva. ''Se o clima continuar como está, venderemos 15% mais até dezembro'', afirmou Roberto Bertin, sócio-proprietário da Tutti Boni.
Atualmente, o setor reúne cerca de 10 mil empresas, grande parte de micro e pequeno porte. A Abis reúne 200 delas, que juntas representam mais de 80% do faturamento do mercado brasileiro. Juntas, duas de suas associadas, Nestlé e ®MDNM¯Kibon, respondem por cerca de 70% da receita obtida pela categoria. (B.R.)
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