Para o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Robinson Borba, a integração do transporte urbano é um grande desafio, mas há uma determinação do prefeito Alexandre Kireeff para que o projeto seja desenvolvido. ‘‘Nós temos uma cobrança da própria população e vamos trabalhar para viabilizá-lo’’, garante.
  Uma das apostas de Londrina é o Plano de Mobilidade Urbana, que está inserido no Plano Diretor e foi contemplado com R$ 124 milhões na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
  O plano prevê a construção de 24 quilômetros de canaletas para o Transporte Rápido por Ônibus (BRT), ciclovias, sete viadutos, além de dois terminais e 25 estações de embarque.
  ‘‘O BRT terá uma linha norte-sul e outra leste-oeste. Temos também um projeto no Ministério dos Transportes para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Todas estas vias vão passar pelo Terminal Rodoviário. Ali há muito espaço ocioso. Podemos fazer um grande ponto de integração de ônibus rodoviários e urbanos, BRT, VLT e até de ciclistas, com a construção de bicicletários em vários pontos da cidade’’, coloca Borba.
  De acordo com o Ippul, serão necessários 24 meses para a elaboração dos projetos, planejamento e licitações e mais 36 meses para a execução das obras do BRT. O município ainda tem um recurso do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção de mais 24 quilômetros de ciclovias. (L.F.C.)

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