'Temor favorece venda de produtos'
Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
O temor em torno do fim do mundo é um modismo criado para favorecer a venda de produtos e o crescimento de seitas e religiões. Essa é a opinião de Alexandre Martins Balthazar, pesquisador do Centro de Altos Estudos da Consciência (Ceaec), sediado em Foz do Iguaçu.
Manipularam informações científicas para criar uma imagem mística e estimular as pessoas a consumir livros, produtos, fazer cursos, seguir alguma religião, avalia Balthazar. Isso até seria uma coisa positiva, se não fosse explorado o medo das pessoas.
Na opinião do pesquisador, a coincidência de três fatores colabora para alimentar o modismo em torno do fim do mundo: a ocorrência do último eclipse solar total do milênio, hoje; a atual configuração dos planetas do sistema solar que, dependendo do ângulo de observação, formam o desenha de uma cruz; e o ano em que esses fenômenos astronômicos ocorrem - 1999, próximo ao fim do milênio.
Eclipses ocorrem quase todos os anos e a cruz na configuração do sistema solar pode virar um X, dependendo de onde se olha, diz Balthazar. De acordo com o pesquisador, o que Nostradamus, de fato, previu, foi um grande eclipse em 11 de agosto deste ano, associado a uma grande transformação.
Não sabemos que transformação será essa porque não pesquisamos Nostradamus a fundo e nem a possibilidade de fim do mundo. Instalado em Foz em 1995, o Ceaec é ligado ao Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, sediado no Rio de Janeiro. Atualmente, possui 200 cooperados de diversas profissões, que se dedicam a estudos científicos desses dois fenômenos. Eles acreditam em uma suposta dissociação do espírito em relação ao corpo, por meio de saídas da consciência e viagens dela em outras dimensões.





