Temer responde a ACM
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domingo, 13 de junho de 1999
Por Carla Franco e Regina Terraz 
São Paulo, 14 (AE)- O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse que a aliança entre PMDB e PFL não deverá ser alterada por causa do bate-boca entre ele e o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). "Esta é uma questão que, lamentavelmente, veio para o plano pessoal, mas eu não vou trazê-la para o plano pessoal. As instituições devem prestar respeito entre si", afirmou.
Ele disse ter ficado surpreso com a declaração "esdrúxula"do senador ACM de que Temer não poderia tratar da reforma do Judiciário por ser advogado. "Certamente porque eu sou advogado é que posso encaminhar a reforma do Judiciário, essa é uma coisa que os brasileiros todos querem", afirmou. Ele esclareceu que na terça-feira, quando verificou que a reforma do Judiciário estava correndo risco, ele (Temer) apenas reuniu o relator da comissão e os sub-relatores para que fosse dado " novo impulso à reforma do Judiciário". Ele disse também que a decisão sobre a reforma do Judiciário será da comissão especial e do plenário. "Quando chegar ao Senado, os senadores poderão fazer o que quiserem, mas na Câmara quem vai comandar os processos são os deputados", completou.
Temer também disse ter ficado surpreso com as declarações do presidente do Senado, de que ele (ACM) é melhor recebido pelo povo de São Paulo do que o deputado. "Ele desconhece os princípios eleitorais", afirmou Temer, em referência aos 206 mil votos que obteve no Estado. Temer também rebateu as declarações de ACM de que muita gente tomaria conhecimento hoje de que Temer é professor de Direito Constitucional. "No mínimo, 130 mil, 150 mil leitores conhecem meu livro de Direito Constitucional, que tem 15 edições", afirmou o deputado. Segundo ele, sua relação com o senador é "institucional". "Jamais diria algo dele em relação à Bahia", afirmou. O deputado disse ainda que desconhece as razões que levaram ACM a fazer suas declarações hoje.


