Temer lança candidatura ao governo de São Paulo
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sábado, 20 de novembro de 1999
Por Antonio do Carmo 
Presidente Prudente, SP, 20 (AE) - O presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer (PMDB), participou hoje em Presidente Prudente, no Oeste Paulista, de uma convenção regional do PMDB, que reuniu mais de 700 militantes para lançar seu nome ao governo de São Paulo. "Se o partido quiser será uma honra para mim e não sacrifício, ser candidato ao governo de São Paulo" disse o deputado a imprensa. Temer só não adiantou qual seria sua posição de campanha em relação ao governo atual. "O Covas é uma pessoa decente, faz um esforço danado, mas nem sempre o esforço dá certo" comentou.
O encontro com muita queima de fogos de artifício e churrasco, foi organizado pela mesma base política que deu apoio a Paulo Maluf na última campanha para o governo de São Paulo. O principal líder é o deputado federal Paulo Lima, que ingressou recentemente no PMDB, depois de deixar o PFL e é apontado como pretendente a uma candidatura ao Senado. O pai do deputado, o ex-prefeito de Presidente Prudente, Agripino Lima, também ajudou Maluf, mas tentou ser candidato de oposição no PPB em lugar do ex-prefeito da capital.
Hoje Lima disse que sua presença à Convenção do PMDB, era apenas uma consideração pessoal ao ex-colega constituinte de 1988. "Mas os amigos mais próximos garantem que a família Lima vai estar unida ao PMDB"
SEM CONSTRANGIMENTOS - Michel Temer disse em Presidente Prudente, que o Legislativo não está constrangido com o encaminhamento que vem sendo dado contra o senado Luiz Estevão (PMDB). Para ele "só nas ditaduras se cassam pessoas eleitas de uma hora outra". O presidente da Câmara disse ainda que " o congresso não é uma indústria de refrigerantes, mas a casa do povo, onde as pessoas foram eleitas, recebendo milhares de votos que precisam ser respeitados". Segundo Temer a decisão de Estevão em abandonar a relatoria do PPA, foi um conselho sugerido pela própria cúpula do partido e atendido pelo senador "em apenas uma semana".
O presidente da Câmara considerou normal os procedimentos até agora, mas afirmou que cabe ao Senado propor o eventual processo de cassação do mandato ode Estevão. "Da minha parte devo dizer que três dos 513 deputados foram cassados até agora, o que significa existirem em tese mais de 500 que trabalham conforme o desejo da população" disse Temer.


