Maceió, 25 (AE) - O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) criticaram hoje em Maceió, durante o encontro nacional de procuradores de Estado, o projeto de emenda constitucional do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que prevê a cobrança de contribuição previdenciária para os servidores inativos. "O presidente precisa mostrar uma política econômica, que combata a recessão e o desemprego, caso contrário sua popularidade vai continuar caindo" afirmou Temer, lamentando que os governadores tenham se comprometido com a cobrança a cobrança previdenciária dos servidores inativos. Segundo ele, a proposta de emenda será encaminhada nesta terça-feira à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Calheiros criticou a avalanche de emendas constitucionais propostas pelo governo federal, alertando que isso coloca em risco a democracia do País. "Não podemos cair na mesma situação do Peru, como Alberto Fujimori, ou da Colômbia , por Hugo Chavez
afirmou o senador alagoano. Segundo ele, de 92 para cá, o congresso já aprovou 28 emendas constitucionais, o que dá uma média de 4 emendas por ano. "A reforma é importante, mas não pode quebrar os princípios básicos da Constituição de 88", lembrou.
Temer e Calheiros foram os principais conferencistas da abertura do 25º congresso nacional dos procuradores de Estado, que conta com mais de 400 procuradores de todo o País e prossegue até quinta-feira. Temer falou sobre "Constituição como elemento de transformação social". Depois dele, o ex-ministro da Justiça falou sobre "Transformações políticas e sociais".
Após a conferência Temer disse que o PMDB já está discutindo a sucessão de FHC e terá candidatura própria a Presidência. Segundo ele, um dos nomes é do senador Renan Calheiros. O senador, no entanto, disse que por enquanto é candidato apenas à reeleição ao Senado. A candidatura ao governo de Alagoas, segundo ele, depende do apoio das lideranças partidárias e da sociedade alagoana.

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