Lisboa, 18 (AE)- O presidente da Câmara, Michel Temer, defendeu em Lisboa o fim do conflito entre o parlamento e o Supremo Tribunal Federal. "Precisamos pacificar as instituições. A Constituição determina a harmonia e a independência entre elas", disse Temer, durante um intervalo da X Conferência de Presidentes de Parlamentos Democráticos Ibero-Americanos, que se realiza na capital portuguesa.
Temer disse que não pretendia discutir as decisões judiciais, mas avaliou que o número de liminares a favor do restabelecimento do sigilo bancário e telefônico dos investigados pelas CPIs revela uma indicação do que será a decisão final: "Se for fazer uma avaliação de tendência, eu diria que é muito forte", destacou.
O presidente da Câmara disse que não vai se posicionar a favor da demissão do diretor da Polícia Federal, João Batista Campelo, acusado de ter participado de torturas, como decidiu ontem o PSDB. "O PSDB é o partido do presidente e foi ele quem o nomeou, portanto cabe ao presidente decidir se vai ou não demiti-lo", destacou. No entanto, o deputado afirmou que o ministro da Justiça, Renan Calheiros, deverá acelerar a apuração das denúncias: "O que eu sei é que o ministro Renan encaminharia as tais denúncias tão logo seja possível ao secretário dos Direitos Humanos, para examinar o caso".

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