Brasília, 24 (AE) - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse há pouco, ao chegar ao gabinete, que tentará obter um acordo para a aprovação do projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal, na reunião do colégio de líderes, marcada para amanhã (25), às 11 horas. Ele manifestou a preferência pela aprovação do projeto sem a vigência imediata das restrições impostas aos prefeitos, que estão no último ano de mandato, mas frisou que, se houver embaraços para um acordo, um prazo de transição poderá ser previsto na lei. O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), também está em Brasília para articular a votação desse projeto. A reunião de coordenação política do governo, marcada para o fim da tarde, deverá tratar do assunto. Porém, a avaliação sobre as dificuldades para a aprovação da matéria, segundo o líder, será feita após a reunião do colégio de líderes. Ele lembra que, além da questão da vigência, será discutida na reunião a proposta do PT de incluir as despesas com juros entre as que precisariam ser contingenciadas para se atingir as metas fiscais estabelecidas no projeto. Madeira diz que, a princípio, a ordem é não acatar as duas propostas. Os líderes governistas estão esperando para medir a intensidade da pressão que os atuais prefeitos prometem fazer amanhã sobre os deputados.

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