Temer afirma que é difícil nova reunião para discutir teto9/Mar, 16:55 Brasília, 09 (AE) - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse hoje, ao chegar ao gabinete, que considera difícil a realização de uma nova reunião entre os chefes dos três poderes para discutir um teto para os vencimentos dos servidores públicos federais. Segundo Temer, a partir de agora, o assunto passa a ser decidido pelo Congresso, e um eventual acordo deverá ocorrer durante a tramitação da proposta de emenda constitucional (PEC) que trata do assunto. O presidente da Câmara previu que a matéria será votada pela comissão especial da Casa na quarta-feira (15). Lembrou que ela ainda terá de ser votada em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado, o que proporciona bastante tempo para as negociações. Sobre a reunião em que foi definido pelos chefes dos três poderes o teto de R$ 11.500,00 - que, na verdade, pode chegar a R$ 23.000,00, com o acúmulo de salários, aposentadorias e outros benefícios -, Temer declarou: "Ela (a reunião) foi útil para fixar o teto em função do Judiciário; no mais, eu diria que ela não valeu." Temer afirmou que a proposta de se acabar com o acúmulo de aposentadorias e outros benefícios por parte dos funcionários públicos federais deve enfrentar resistência no Congresso, pois há muitos aposentados, não apenas no Legislativo. Em relação à Câmara, Temer observou: "Esta casa vive de pressões, e é preciso verificar qual vai ser a pressão prevalecente." Ele comentou que ouviu vários deputados e senadores afirmar que era "uma vergonha" o acordo em que os chefes dos três poderes definiram em R$ 11.500,00 o teto dos vencimentos dos funcionários públicos, muitos dos quais poderão, com o acúmulo de aposentadorias e outros benefícios, passar a receber um máximo de R$ 23 mil. Temer disse, no entanto, que, se a reunião tivesse definido um teto salarial de R$ 8 mil, "seria muito difícil passar" pela aprovação da Câmara.

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