A diretora de Relações Institucionais do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro, também defende maior sensibilização da sociedade em torno do tema que, para ela, é cercado de ''tabus''. Além do preconceito, lembrou ela, quando a violência acontece dentro de casa, na maioria das vezes, os familiares não denunciam, pois dependem, financeiramente, de quem cometeu a agressão. ''Os vizinhos ou pessoas próximas também se omitem, pois têm o conceito inadequado de que o lar é uma instituição inviolável'', acrescentou.
O Hospital Pequeno Príncipe integra, junto com os hospitais Erasto Gaertner e das Clínicas, a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência. Segundo Ety, em Curitiba o atendimento já está bem estruturado, mas ainda falta estender o acompanhamento psicológico para o pós-internamento: proposta que sendo analisada pelo hospital.
De acordo com Ety, nas demais cidades do Estado, a implantação de atendimento especializado ainda depende do aprimoramento de um modelo que preencha as dificuldades quanto à falta de hospitais referência. Um alternativa pode ser a criação de núcleos regionais.(A.L.)

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