Telhado de hipermercado desaba e deixa 42 feridos
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quarta-feira, 21 de março de 2001
Jobson Lemos Agência Estado De São Paulo 
Pelo menos 42 pessoas ficaram feridas ontem no desabamento do telhado e do teto do Hipermercado Extra na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. O acidente ocorreu por volta de 16h30. No total, 290 homens - entre bombeiros, policiais militares e homens da Defesa Civil de São Caetano - foram para o local.
O integrante da Defesa Civil Edson Hiroshi disse que as 42 vítimas, todas com ferimentos leves, seguiram para hospitais da região sul de São Paulo, de São Caetano e de Santo André. Segundo o coronel Olavo Santana Filho, da Defesa Civil Estadual, o fato de haver poucos clientes na hora do acidente contribuiu para que não ocorresse uma tragédia. A situação poderia ter sido muito mais grave. Segundo ele, a área que desabou tem cerca de 4 mil metros quadrados. A área total do supermercado é de 30 mil metros quadrados.
De acordo com o coronel Vagner Ferrari, do Corpo de Bombeiros, que comandava a operação, é difícil saber o que causou o desabamento. A estrutura metálica é aparentemente muito sólida e, como chovia muito forte naquele momento, a água pode ter sido a responsável.
Por volta das 18 horas, os bombeiros localizaram Sônia Maria da Costa Santos, uma cliente que ainda estava presa sob as ferragens. Em estado de choque, ela foi colocada no carro de resgate consciente.
Nesse momento, a professora Neide Figueiredo, de 58 anos, descrevia o que viveu dentro do hipermercado em alguns minutos como se tudo houvesse durado horas. As placas de acrílico começaram a cair do teto e a turma começou a dar risada de quem estava assustado, dizendo que era só isopor. Do teto começaram a cair mais e mais objetos e todos entraram em pânico.
A área mais afetada estava sobre os caixas e próxima da porta de saída. De acordo com os bombeiros, o fato de o desabamento ter sido lento e gradual permitiu que as pessoas saíssem sem ferimentos mais graves. As gôndolas ajudaram a segurar o material que caía do teto, principalmente as vigas de alumínio.
Ao todo, 20 carros dos bombeiros participaram da operação de resgate e três helicópteros da Equipe Águia, da Polícia Militar, também estiveram no local para ajudar a socorrer feridos. A chuva e a curiosidade dos motoristas que passavam em frente do hipermercado complicaram a saída de ambulâncias do local.
Por volta das 18h30, quando já havia escurecido, as cenas em frente do galpão eram assustadoras. Um pedaço superior da parede da frente desabou e na porta principal era possível ver um amontoado retorcido de ferro e alumínio. Através desta porta, que dá acesso ao mercado, em vez de gôndolas e produtos via-se o céu. Após os bombeiros confirmarem que não havia mais vítimas, a perícia começou a trabalhar para descobrir o que pode ter causado de fato o acidente.


