Curitiba- Apesar de a internet ser hoje o meio mais completo de comunicação e ofertar todo tipo possível de conteúdo, a televisão ainda é a principal vilã no que diz respeito a conteúdo inadequado às crianças. A psicoterapeuta de crianças e adolescentes e presidente da organização não-governamental (ONG) Tevê, Ana Olmos, diz que canais de televisão de fácil acesso às crianças mostram cenas de sexo explícito em horários impróprios. Um outro exemplo citado por ela é uma modelo que leiloou sua virgindade pela lance mínimo de R$ 150 mil em um programa de auditório às 22 horas.
''Esses programas são alimentos pedagógicos inadequados à faixa etária, pois trata de uma versão do sexo como mercadoria, como produto de consumo'', afirma Ana. Segundo ela, a televisão tem um apelo maior porque é mais acessível à maioria das crianças. Além do sexo, ela lembra de o fato da tevê influenciar na vontade de consumo das crianças. ''Já li sobre um caso de uma criança pobre que foi pega roubando um sorvete e justificou o roubo dizendo que só queria conhecer o gosto do doce. Esse é um dos tipos de influência da televisão'', diz. O psquiatra Saint Clair Bahls diz que muitas famílias transformaram a televisão em babá dos filhos. ''Tem programas, como os policiais ou desenhos violentos com um apelo forte, principalmente em cima das crianças, mas que são inaquedados.'' (A.B.)

mockup