Telet fecha parceria com Philips para comercializar novos modelos de telefones
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quarta-feira, 08 de setembro de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 09 (AE) - A Telet, operadora da banda B da telefonia celular no Rio Grande do Sul, anunciou hoje uma parceria com a Philips para a venda, a partir do dia 13, dos novos telefones Aeon nos seus kits pré e pós-pagos (Claro Expresso e Claro Digital). O contrato garante exclusividade, até o final deste ano, da comercialização do aparelho no Estado para a empresa controlada pelas canadenses Bell Canada International (BCI) e Telecomunications International Wireless (TIW).
De acordo com o diretor de marketing da Telet, Ciro Kawamura, o lançamento do novo produto no mercado gaúcho exigirá um investimento total de US$ 7 milhões, sendo R$ 1,2 milhão em publicidade. Ele não revelou a quantidade de aparelhos adquiridos da Philips. "É um grande lote", limitou-se a comentar.
Kawamura disse que o Aeon associa qualidade a um preço "competitivo". Segundo ele, o aparelho mede 13 centímetros e já é preparado para a introdução de serviços como pager e receptores de mensagens de texto. "É um produto amigável, de fácil leitura e utilização", avaliou. Nos kits pré-pagos do Claro Expresso (nome comercial adotado pela empresa) o novo telefone vai substituir os Ericsson utilizados até agora.
O diretor lembrou que na semana passada a Telet atingiu um total de 100 mil assinantes em mais de 90 cidades, que concentram 50% da população de quase 10 milhões de habitantes do Rio Grande do Sul. Até o final do ano a meta da empresa é atingir 17% de um mercado estimado em 1 milhão de usuários no Estado. No final do primeiro semestre a CRT Celular, controlada pelo grupo espanhol Telefonica e que opera na banda A, anunciou um total de 700 mil clientes.
No primeiro semestre deste ano a Telet apurou um prejuízo de R$ 41,7 milhões. Segundo a empresa, o resultado deveu-se ao peso dos elevados investimentos feitos no Estado, enquanto as receitas somente começaram a ingressar com o início da venda dos serviços, em 18 de fevereiro. Até agora ela investiu R$ 700 milhões no Rio Grande do Sul e até o final do ano 2000 está prevista a aplicação de mais R$ 110 milhões.
A companhia informou ainda que os "altos custos" dos financiamentos tomados para a instalação e operação no Estado foram fatores que também levaram ao prejuízo. Ela não revelou o seu endividamento, mas durante o primeiro semestre as suas despesas financeiras líquidas somaram R$ 18,8 milhões, enquanto a receita líquida (a contar de fevereiro) ficou em R$ 14,9 milhões. O patrimônio líquido fechou em R$ 264,1 milhão em 30 de junho.


