Telesp Celular corre o risco de perder liderança em SP
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quarta-feira, 28 de abril de 1999
Por Cleide Silva 
São Paulo, 29 (AE) - A disputa pelo mercado de telefonia móvel está cada vez mais acirrada e a Telesp Celular já enfrenta risco de perder a liderança na Grande São Paulo. Apesar de ter mantido o monopólio desde o início da década até o segundo semestre de 97, a empresa detém hoje participação de 55% na região metropolitana da capital. No interior, onde só agora o Consórcio Tess está começando a operar, a participação ainda é de 97%. A participação média no estado é de 67%.
A BCP, que começou a vender celulares na Grande São Paulo no segundo semestre de 97, já detém participação de 45%, segundo a própria Telesp Celular. Com o celular pré-pago, lançado hoje, a Telesp espera ampliar sua atuação e atingir a méta de 900 mil celulares vendidos este ano.
A Portugal Telecom explicou o motivo pelo qual a única operadora estrangeira de língua portuguesa lançou um produto batizado com o nome inglês "Baby". "Fizemos pesquisa e constatamos que o nome estrangeiro agrega valor ao produto", disse José Manuel Romão Mateus, presidente da Telesp.
A empresa fez pesquisas com outros nomes, como Mimo (usado em Portugal), Gênio, Fácil, Spot e Vitamina, mas o nome em inglês foi o mais aceito. O aparelho será fabricado pela coreana LG, no interior de São Paulo.


