Curitiba Empresas de tecnologia e informática estão começando a explorar um nicho de mercado, cuja demanda está em alta, que é a telemedicina. Profissionais de saúde e hospitais estão, cada vez mais, recorrendo à informática para reduzir custos e tempo de análises de exames e de acompanhamento dos pacientes.
Entre as novidades apresentadas na Feira de Inovação Tecnológica de Incubadoras (FITI), que está acontecendo em Curitiba, chamou a atenção dos visitantes um sistema de monitoramento à distância de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O sistema permite aos profissionais da medicina, médicos e enfermeiros, o acompanhamento do paciente internado na UTI ou semi-UTI, em tempo real.
São várias as vantagens apresentadas pelo equipamento, entre elas a de redução do trânsito de médicos e enfermeiros dentro da salas de terapia intensiva, o que reduz o risco de contaminação hospitalar nesses ambientes. O médico pode acompanhar, ainda, a evolução do estado do paciente a qualquer momento, mesmo em viagens.
O sistema foi desenvolvido pela empresa de Curitiba HI Technologies, que ficou seis meses incubada na PUC-PR e outros sete meses na Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec). Para ter acesso, hospitais e profissionais precisam adquirir um aparelho (HI COMM), apresentado em duas versões: com fio, que custa R$ 700 e sem fio, que custa R$ 1 mil.
O equipamento é conectado aos aparelhos existentes na UTI, que medem os sinais vitais do paciente. Esses sinais são emitidos a um servidor, instalado na empresa, e as informações podem ser acessadas, via Internet, pelo médico ou enfermeiro, mediante senha. O usuário do serviço passa a ser um tipo de assinante da HI Technologies, a título de manutenção do sistema. O custo de manutenção varia de acordo com o número de leitos que devem ser monitorados, disse o diretor da empresa Rafael Christ.
Para o presidente da Rede Paranaense Incubadoras e Parques Tecnológicos, Silvestre Labiak Júnior, está havendo muita prospecção de negócios na feira, que tem a participação de 25 empresas brasileiras e duas da Argentina. Ontem, as empresas trocaram informações e perceberam que elas podem trabalhar em rede, criando parcerias onde uma complementa a outra.
Labiak Júnior espera que hoje sejam firmados contratos entre elas. A maioria das empresas é inovadora no desenvolvimento de sistemas em software,
hardware e automação.

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