Telemar também quer entrar no mercado de longa distância
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de outubro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 22 (AE) - A Telemar, holding de 16 telefônicas do Rio ao Amazonas, vai seguir os passos da Tele Centro Sul (TCS) e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorização para que as operadoras regionais entrem no mercado de longa distância nacional, fora de suas áreas de concessão, e internacional. A alegação da holding é a mesma da TCS: a complexidade da fusão das norte-americanas MCI e Sprint, controladoras da Embratel e de sua empresa-espelho, a Intelig, compromete a concorrência nesse segmento no Brasil.
Para o vice-presidente de Marketing da Telemar, Juarez de Queiroz, o governo dos Estados Unidos pode demorar até 10 meses para aprovar a fusão. Enquanto isso, a competição no Brasil ficará comprometida e "estará em risco parte do modelo de privatização das telecomunicações".
O pedido será encaminhado à agência na segunda-feira. Se a Anatel consentir, a Telemar se compromete a conceder descontos de até 10% sobre as tarifas da Embratel, na longa distância nacional.
Segundo Queiroz, a Telemar já havia mandado uma correspondência à Anatel, no dia 9 de outubro, pedindo que o código de escape fosse prorrogado, em vez de acabar em novembro. Quem liga de São Paulo para o Rio, por exemplo, por lei só pode usar o código da Embratel, mas pelo escape a agência autorizava que as ligações feitas com os códigos de operadoras locais fossem temporariamente completadas.


