Telemar-Rio restabelece linhas mas usuários continuam com telefones mudos
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segunda-feira, 16 de agosto de 1999
Por Clarissa Thomé, especial para Agência Estado 
Rio, 17 (AE) - Apesar de a Telemar-Rio ter dado por encerrado a recuperação das 19 mil linhas telefônicas afetadas pelo incêndio que destruiu a Estação Alvorada, na Barra da Tijuca, zona norte, em 1º de agosto, muitos assinantes continuaram com seus aparelhos mudos. "Estamos falando de vírgulas, casinhos pontuais, não da solução do problema, que foi satisfatória", afirmou o presidente da empresa, Márcio Roza.
Ele garantiu, durante entrevista coletiva na manhã de hoje, que todos os telefones essenciais estavam funcionando. Roza desconhecia a situação da 7ª Companhia Independente da Polícia Militar, que faz o policiamento da Barra e Recreio dos Bandeirantes, dona de 12 linhas: nove telefones de prefixo 690 não recebiam chamadas hoje, dois de prefixo 490 só faziam ligações para prefixo igual e o de prefixo 325 simplesmente não funcionava. Roza também foi informado de que no condomínio Barra Bali havia 128 telefones mudos. "Não adianta os assinantes procurarem a empresa, eles precisam nos comunicar dos problemas", afirmou.
A Telemar-Rio restabeleceu a linha de 15.251 telefones - alguns tiveram o número trocado - , mas os técnicos da empresa não conseguem contato com 4,4 mil. Desses, 1.503 estão com defeito, 2.203 estão ligados a secretárias eletrônicas, computadores ou aparelhos de fax e 697 são assinantes que não atendem às chamadas. Segundo Roza os defeitos foram causados pela oxidação dos cabos, sem manutenção desde o incêndio.
O presidente da Telemar-Rio voltou a afirmar que só pagará indenização por supostos prejuízos se a Justiça determinar. "A empresa tomou todas as iniciativas para minimizar conforto e prejuízo", disse Roza, referindo-se à distribuição de aparelhos celular, pagers e instalação de centrais telefônicas para ligação gratuita.


