Telemar reassume manutenção no Rio para acabar com extorsão
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domingo, 25 de julho de 1999
Por Mônica Ciarelli (especial para AE) 
Rio, 26 (AE) - A Telemar-Rio está lutando para reduzir o grande número de extorsões de que os consumidores são vítimas, cada vez que precisam instalar ou consertar um telefone. A empresa decidiu acabar com a terceirização dos serviços de manutenção, uma das principais fontes do problema, que voltam a ser feitos pela própria companhia. Com a medida, a nova diretoria da Telemar-Rio espera acabar com o estigma de empresa problema, odiada pela população do estado.
"Queremos evitar que as pessoas precisem pagar propinas para solucionar mais rapidamente seus problemas", afirmou o presidente da Telemar, holding da operadora no estado, Manoel Horácio Francisco da Silva. "Não podemos aceitar que a empresa continue recebendo esse tipo de reclamação, é um serviço básico a que qualquer usuário tem direito."
Segundo o executivo, a empresa terá condição de fiscalizar e punir com mais eficácia do que anteriormente, quando os serviços eram feitos foram da Telemar-Rio. Ele revelou que outra iniciativa da empresa é centralizar os atendimentos, fazendo com que o mesmo atendente seja responsável pelo serviço prestado ao usuário, desde a primeira ligação até o conserto do problema. "Estamos implementando um sistema para atender melhor aos clientes", explicou o presidente.
Reclamações - O esforço da nova diretoria para melhorar a imagem da empresa junto à população do Rio de Janeiro não é à toa. A operadora continua campeã de reclamações no Procon, respondendo por quase um terço de todas as queixas feitas ao órgão. Apenas nos primeiros sete meses do ano, foram registradas 6,7 mil queixas.
O problema é tão sério que o Procon criou um posto de atendimento especial para as reclamações contra a Telemar-Rio no ano passado. Críticas à operadora, que se chamava Telerj quando era estatal, tornaram-se quase unânimes e até um site na Internet, "Eu odeio a Telerj (www.pagebuilder.com.br-odeioatelerj), foi criado para que os usuários expressassem sua revolta.
O trabalho de recuperação da imagem da companhia incluiu a mudança no nome. Mas até hoje a empresa de telefonia fixa ainda não conseguiu se livrar do estigma de ser o patinho feio do setor, como foi considerada pelo ministro das Comunicações, já falecido, Sérgio Motta.


