Rio, 2 (AE) - A Telemar quitou antecipadamente hoje a segunda parcela da compra da Tele Norte Leste, no valor de R$ 1 261 bilhão. O prazo de vencimento termina quarta-feira. O valor foi atualizado pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI) de onze meses acumulado até junho, mais juros de 12%. Haverá um resíduo a ser pago em setembro, relativo à diferença do IGP-DI de julho. A informação é de um executivo do consórcio.
O mercado especulava que a Telemar não teria condição financeira de arcar com a segunda parcela. Mas, na semana passada, a Inepar vendeu sua participação de 10,17% na Telemar ao Opportunity. Os fundos de pensão, reunidos no fundo de investimento Fiago, abriram mão de exercer seu direito sobre ações da Inepar.
Segundo uma fonte da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a Fiago recebeu em troca o direito de indicar dois membros para o Conselho de Administração da Tele Norte Leste.
O conselho tem 11 membros, incluindo o presidente, o empresário Carlos Jereissati. Um dos integrantes é Dercy Alcântara, diretor da Previ. Mas, segundo a fonte, ele foi indicado por Jereissati ou pelo presidente da Inepar, Atilano de Oms Sobrinho.
O Opportunity, por meio da subsidiária Argolis Participações, subscreveu R$ 546 milhões em debêntures e bônus conversíveis em ações da Inepar Investimentos em Telecomunicações, e a empresa pagou uma parcela de R$ 174 milhões. Segundo nota da Inepar, com a operação entraram R$ 256 milhões no caixa do grupo paranaense, que teria conseguido reduzir seu passivo consolidado em R$ 1,028 bilhão.
Mudanças - Com as mudanças no controle acionário da Telemar, decididas na semana passada, o Opportunity comprou os 10,17% da Inepar e 1,1% da La Fonte. O grupo de Jereissati vendeu ainda participações semelhantes à AG Telecom, da construtora Andrade Gutierrez, e ao GP, de Jorge Paulo Lemann.
Na nova composição da Telemar, os quatro sócios privados têm 11,27% cada um, a BNDESPar, empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 25%, as seguradoras Brasil Veículos e Aliança do Brasil, 5%, e a Fiago, 19,9%.Por Maria Fernanda Delmas (especial para AE) ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca acrescenta informações, a partir do intertítulo.

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