Agência Estado
Do Rio
A Telemar iniciou ontem a operação da central telefônica provisória da Alvorada, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, em substituição a que foi destruída por um incêndio na semana passada, afetando 59 mil telefones: 19 mil ficaram mudos e outros 40 mil funcionando precariamente. Segundo o diretor de Atendimento ao Cliente da Telemar, Carlos Vaisman, todo o sistema de telefonia da região estará normalizado até o dia 15. Hoje, a Telemar vai entregar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) seu relatório sobre as causas do incêndio. O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e o Corpo de Bombeiros também apresentarão laudos próprios nos próximos dias.
‘‘Foi uma catástrofe e estamos procurando reestalecer o sistema o mais rápido’’, afirmou Vaisman. Ele informou que dos 19 mil telefones que ficaram mudos desde 1º de agosto, apenas 3 mil foram religados durante a semana seguinte e mais mil serão religados amanhã. Outros 15 mil vão entrar em funcionamento progressivamente, numa média de dois mil aparelhos por dia, primeiro no Condomínio Santa Marina, onde fica a central, e por último nos prédios mais distantes. As linhas mais atingidas foram 325, 326, 385, 420, 430, 431 e 432, todas na Barra. Os telefones de Jacarepaguá, Recreio dos Bandeirantes e São Conrado, bairros vizinhos à Barra, funcionam precariamente.
Embora a Anatel não tenha responsabilizado oficialmente a Telemar pelo incêndio e pela pane no sistema de telefonia, a operadora foi obrigada a dar crédito nas contas de setembro a todos os assinantes com linhas afetadas, baseado no consumo médio do último semestre. A Telemar também não cobrará por serviços e assinaturas de agosto destes usuários. Segundo Vaisman, essa é a forma de indenizar os assinantes.

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