Telemar deve realizar assembléia para aprovar reestruturação societária Mônica Ciarelli
Rio de Janeiro, 13 (AE) - O presidente da Telemar, Manoel Horácio da Silva, anunciou hoje que a empresa deve realizar no próximo dia 30 uma assembléia geral para aprovar a reestruturação societária da companhia.
A Telemar publicará amanhã fato relevante explicando o programa que permitirá a empresa reduzir ao longo dos próximos cinco anos o ágio de R$ 2,465 bilhões pagos na compra da Tele Norte Leste. Com isso, a Telemar cancela a operação anunciada anteriormente, que seguia os moldes da realizada pela Telefônica em São Paulo.
A reestruturação precisa ser aprovada nesta assembléia para que a companhia possa começar a amortizar o ágio no próximo ano. A empresa decidiu obedecer as novas normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início do mês por meio da instrução 319, que regulamenta as operações de incorporação, cisão e fusão. "A operação beneficia os controladores, os minoritários e a empresa, que terá mais geração de caixa ao pagar menos Imposto de Renda", afirmou.
Manoel Horácio explicou que o ágio será amortizado, no mínimo, em cinco anos. O ágio pago sobre o valor patrimonial da empresa na época do leilão era de R$ 2,4 bilhões. Se o prazo de cinco anos for mantido, a empresa poderá deduzir R$ 493 milhões do lucro líquido nesse período.
Como o ágio funciona como uma despesa o Imposto de Renda, só incidirá sobre a receita que for maior do que esse valor. A intenção da Telemar é amortização o ágio mensalmente para não desequilibrar o resultado da companhia no balanço anual.
O presidente explicou que os acionistas controladores vão emitir ações proporcionais ao ágio deduzido em cada exercício. Os papéis resultantes desse aumento de capital serão oferecidos aos acionistas minoritários, que terão um prazo, ainda a ser fixado, para subscresver as ações. Pelo projeto, os minoritários poderão comprar até 80% dessa emissão.
Manoel informou que essa operação poderá diluir a participação dos minoritários na companhia entre 2,5% e 4,5% no período de cinco anos caso a opção de compra não seja exercida.





