Telemar descarta fusão se minoritários quiserem vender ações em massa
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 08 (AE) - O diretor de Relações com o Mercado da Tele Norte Leste, Roberto Terziani, informou hoje que a fusão das 16 telefônicas fixas estaduais do grupo não vai acontecer, se todos os 3,5 milhões de acionistas minoritários destas companhias quiserem vender sua participação. A recompra das ações custaria R$ 1,6 bilhão, e a Telemar (novo nome da holding) não tem dinheiro para esta operação, admitiu o presidente da empresa, Manoel Horácio da Silva.
Terziani explicou que 80% do capital total das telefônicas controladas pela Telemar estão nas mãos dos minoritários. A empresa vai realizar uma campanha para convencer estes acionistas a manterem suas participações após a fusão, que pode resultar na criação de uma ou, no máximo, duas empresas.
O diretor da Telemar afirmou que a fusão vai ser positiva para os minoritários, porque cortará custos das empresas, com medidas como a extinção de 16 departamentos jurídicos diferentes. Desta maneira, a rentabilidade das ações vai aumentar."Se não houver a fusão, todos serão prejudicados"
alertou o diretor de Relações com o Mercado. "Onde que o minoritário da Teleamazon vai vender suas ações?", questionou.
Apesar disso, a Telemar também prevê a recompra de parte das ações dos minoritários. A estratégia para a recompra será apresentada em três ou quatro meses, afirmou Horácio. A Telemar tem a maior parte do capital votante das 16 telefônicas, que atuam na Região Norte, com exceção do Acre, no Nordeste e no Sudeste, com exceção de São Paulo.
Horácio informou que a fusão destas empresas levará pelo menos um ano. O banco Morgan Stanley foi o escolhido para elaborar o plano de integração das companhias. "Temos oito meses para escolher a melhor forma de integração para os minoritários e os acionistas", afirmou.
Investimentos - O presidente da Telemar informou que os investimentos da holding este ano serão de R$ 2,4 bilhões, e não R$ 3 bilhões, como havia sido previsto no ano passado. A redução foi possível pela queda dos preços dos equipamentos de telecomunicações. Os investimentos vão sair do faturamento da empresa, de créditos de fornecedores de equipamentos e de um financiamento de R$ 900 milhões que foi pedido há duas semanas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas ainda não está aprovado.


