Rio, 01 (AE) - O presidente da Telemar, Manoel Horácio da Silva, anunciou que o investimento do grupo em 2000 será R$ 1 bilhão maior do que o previsto e chegará a R$ 2,9 bilhões, com 40% aplicados no Rio. Um dos focos será a Internet. Dos R$ 400 milhões reservados para novas tecnologias, o setor de Internet receberá R$ 190 milhões.
O faturamento líquido da Telemar em 1999 foi de cerca de R$ 6,2 bilhões, adiantou o executivo, e a geração interna de caixa chegou a R$ 800 milhões. Este ano o caixa do grupo bancará R$ 1,6 bilhão do total de investimentos. A Telemar espera que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprove empréstimo de R$ 500 milhões até o meio do ano e buscará os outros R$ 800 milhões junto a fornecedores.
O grupo já disponibiliza as linhas "turbinadas", que têm o dobro da capacidade de 64 bits das linhas comuns e permitem falar ao telefone e usar a Internet ao mesmo tempo. Mas a Telemar vai começar a oferecer linhas com capacidade de até 2 megabits, em que podem trafegar dados, voz e imagem. As linhas serão oferecidas por provedores de Internet e a assinatura mensal deve custar em torno de R$ 200. Por enquanto a Telemar desenvolve tecnologia, mas Horácio não descarta parcerias para investimento em conteúdo. Com o aumento do tráfego, o presidente da Telemar estima um crescimento de pelo menos 35% nas vendas este ano. O grupo vai gastar R$ 600 milhões até 2001 para antecipar, de 2003 para o ano que vem, as metas de universalização e qualidade estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e assim poder entrar na longa distância nacional em 2002.
A Telemar promete anunciar esta semana os prazos de instalação de linhas em todas as áreas do Rio, e acabar com a fila de espera - de pelo menos 600 mil pessoas - até o final do ano. A meta da empresa é gastar R$ 1,2 bilhão para instalar 1,77 milhão de linhas em toda a sua área de concessão.
Horácio informou que a reestruturação das 16 telefônicas que compõem a holding ainda está em estudo e "não há obrigação de sair nada este ano". O executivo disse que as empresas podem ser fundidas ou agrupadas em núcleos, mas a operação não será similar à da Telefônica. "Como não somos estrangeiros, não seria atrativo trocar ações das empresas por papéis da holding".