Rio, 26 (AE) - O presidente da holding Telemar, Manoel Horácio da Silva, disse há pouco que a empresa adiou o seu projeto de fusão societária das 16 controladas e decidiu fazer uma integração apenas da parte administrativa. Horácio contou que pretende inaugurar, em fevereiro, um centro de administração da holding que, segundo ele, deverá gerar uma economia de R$ 150 milhões por ano. "A idéia é que o projeto fique pronto até o final do ano que vem." Segundo ele, a Telemar Belo Horizonte será a primeira a entrar no novo sistema. Horácio, que participou no Rio de um painel sobre direitos de retirada dos acionistas minoritários, promovido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), reclamou não poder fazer o processo de reestruturação societária em virtude desse direito dos acionistas. Pelos cálculos do presidente, a empresa está deixando de faturar R$ 30 milhões por ano. Em entrevista à imprensa, ele admitiu ser impossível conseguir aplicar a proposta sugerida para a CVM durante o seminário sem que a atual legislação fosse alterada. "Por isso o projeto está adiado, não temos dinheiro suficiente para bancar uma eventual saída de todos os minoritários." Para Horácio, no caso de ter que haver um consenso dos minoritários sobre os direitos de retirada, o executivo acredita que haveria um conscientização maior sobre os benefícios da fusão para todos. Manoel Horácio da Silva contou ainda que a partir do próximo mês as empresas irão faturar em forma de consórcio e não mais entre companhias. Ele explicou que isso será impossível principalmente a partir da entrada do backbond. "A idéia é evitar o efeito cascata principalmente da Cofins." Além da economia com imposto, Manoel Horácio explicou que com a entrada do backbond a Telemar deixará de pagar à Embratel cerca de R$ 60 milhões. Ele ressaltou que com todos esses processos de reestruturação o balanço do ano que vem terá impacto "significativo" de redução de custos. "Os ganhos da privatização serão captados em grande parte no ano que vem; estamos correndo atrás do tempo perdido." Horácio conto ainda que no ano que vem serão investidos R$ 1,9 bilhão. Esse ano foram aplicados na empresa R$ 2,4 bilhões. Do total os dois anos
R$ 900 milhões vêm de empréstimo do BNDES e o resto, de geração caixa. Sobre a fusão da MCI com a Sprint, Manoel Horácio disse que mandou uma carta para a Anatel pedindo para operar em longa distância. Mas admitiu achar difícil receber essa autorização.

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