São Paulo, 21 (AE) - O presidente da Telefônica, Fernando Xavier Ferreira, anunciou hoje que o grupo vai investir R$ 8,4 bilhões nos próximos dois anos no Brasil. Somando os investimentos de R$ 3,6 bilhões este ano, o total chega a R$ 12 bilhões entre 1999 e 2001. Segundo Ferreira, no próximo ano a Telesp vai receber R$ 3,2 bilhões, contra R$ 500 milhões a serem aplicados na Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) e R$ 850 milhões nas empresas celulares do grupo, que atuam nos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe. Com esses investimentos, explicou o executivo, a Telefônica pretende colocar 2 milhões de novas linhas em serviço, ultrapassando a marca de 10 milhões em operação. Xavier Ferreira explicou que desde a privatização o número de linhas fixas dentro da área de atuação do grupo aumentou 45%, de 7,7 milhões para 11,2 milhões de linhas, incluindo os Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul
onde atua a CRT. No caso das linhas em serviço, esse crescimento foi de 37%. Só em São Paulo, a Telesp ampliou sua cobertura em 50% desde julho de 1998, atingindo 9,5 milhões de linhas.
"São resultados que podem ser considerados estraordinários, principalmente se considerarmos que tivemos um crescimento superior a 30% em um ano de estagnação econômica", afirmou. E acrescentou que a taxa de digitalização da rede deverá fechar o ano próxima de 88%. Aumento - Co relação ao aumento de 7,9% nas tarifas da Telefônica, em São Paulo, explicou que o reajuste será aplicado a partir do dia 17 de dezembro, e já estará constando nas contas que os clientes receberão em janeiro. Hoje, conforme disse, foram enviadas cartas aos assinantes informando o reajuste. Ele acredita que em no máximo três dias todos usuários estarão informados sobre a questão.
A respeito da decisão judicial que obriga a Telefônica a aplicar o reajuste apenas após todos os clientes terem sido comunicados, o presidente comentou que a empresa ainda não foi notificado oficialmente sobre a questão e, quando isso vier a ocorrer, ingressará com recurso. A Telefônica também está recorrendo da decisão que impediu o reajuste das tarifas. Segundo o executivo, a empresa quer restabelecer o seu direito de aplicar o reajuste desde autorização da Anatel, em junho deste ano. Anatel - Já em relação aos problemas causados pela implantação do novo DDD, Ferreira contiu ter recebido, ontem, um comunicado da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), eximindo a empresa de responsabilidade sobre os problemas causados em julho deste ano. Segundo Ferreira, a Telefônica recebeu apenas uma advertência por ter permitido o uso do sistema antigo (sem o código da operadora) durante alguns dias após a data da implantação.

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