Telefônica vai facilitar ADSL a provedores
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quinta-feira, 06 de janeiro de 2000
Por Renata de Freitas 
São Paulo, 06 (AE) - Em meio a uma batalha por sobrevida no novo mundo do acesso gratuito à Internet, os provedores conseguiram reduzir as exigências técnicas para utilizar a tecnologia de banda larga da Telefônica. Com essa flexibilização
entre seis e dez novos provedores podem passar a oferecer o Speedy, baseado na tecnologia ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line), que permite o acesso à Internet em alta velocidade.
Os critérios técnicos estabelecidos pela Telefônica, segundo os provedores, eram tão rigorosos que apenas o UOL e o Zaz conseguiam atendê-los. Uma das exigências eram links de 155 megabits. Agora, a Telefônica vai solicitar links múltiplos de 2 megabits. A nova solução vai dispensar também os roteadores de túneis, com o provedor fazendo a autenticação dos usuários e tendo uma saída própria para a Internet.
Segundo um técnico, essas alterações vão significar uma redução de 60% nos custos de infra-estrutura para o provedor. Mesmo assim, o ADSL será uma ferramenta tecnológica para poucos, porque a banda larga passa a ser uma oferta comercial interessante para o consumidor quando vem acompanhada de conteúdo apropriado, como video-on-demand.
Por outro lado, a reunião da associação dos provedores (Abranet) com a Telefônica nesta semana não reverteu a onda de instituições financeiras anunciando acesso gratuito à Internet. Depois do Bradesco, o Unibanco lançará o serviço sem limite de horas e, segundo fontes do mercado, o Itaú fará o mesmo em fevereiro e o Credicard, em março.
Na reunião, a Telefônica teria reafirmado à Abranet que a sua rede IP (Internet Protocol) está sendo oferecida aos provedores desde agosto de 1999, e negado que está realizando a autenticação dos usuários. Os provedores argumentavam que as condições ofertadas pela Telefônica eram diferenciadas para os bancos.
A revolução do acesso gratuito que está agitando os mercados de acesso, telecomunicações e financeiro era esperada - até por técnicos do setor - para daqui a seis meses. Foi precipitada pelo Bradesco em meados de dezembro. Mas mesmo o presidente da Abranet, António Tavares, já vinha alertando que os pequenos provedores seriam levados a fechar as portas por causa da forte concorrência. Nesta sexta-feira, ele dá entrevista para oficializar a posição da Abranet sobre o acesso gratuito.
No início de 1999, a primeira greve de internautas brasileiros contra as elevadas taxas de acesso derrubaram os preços para o novo patamar de R$ 35. A expectativa com o lançamento da America Online, maior provedor do mundo, reduziu mais os preços - ainda que em caráter promocional - para cerca de R$ 20.


