São Paulo, 09 (AE) - O Grupo Telefónica, que conta com mais de 7 mil edifícios e terrenos avaliados em US$ 3 bilhões na Espanha, vai abrir o capital de sua subsidiária imobiliária, a Telefónica Imobiliária. A empresa foi criada em 1998 para concentrar todos os imóveis do grupo, avaliados em US$ 660 milhões, mas, com a saída de suas ações ao mercado, o grupo acredita aumentar esse valor a pelo menos US$ 3 bilhões. Entre os principais imóveis está a sede do Grupo Telefónica na Gran Via, em Madri.
A subsidiária imobiliária do grupo foi criado há pouco mais de um ano para vender os imóveis, mas a impossibilidade técnica para concretizar essas transações fez com que os executivos do grupo decidissem a abrir o capital da Telefónica Imobiliária, informa hoje o jornal "El País". Os planos para a colocação de ações na Bolsa contemplam a absorção prévia dos edifícios e terrenos da Telefónica de Espanha (operadora na Espanha), a mais importante das empresas do grupo, que, na medida em que vem perdendo peso nos resultados acabará se transformando em mera operadora de telefonia fixa no país, diz o "El País".
Inicialmente, o presidente do grupo, Juan Villalonga, teria pensado utilizar a Telefónica Imobiliária apenas para gerir a venda de edifícios e terrenos, que, em 1998, representavam um custo de US$ 262 milhões para o grupo. Em novembro daquele ano, o grupo acabou criando a Telefónica Imobiliária, e, desde então, os responsáveis pela empresa dedicaram-se a classificar e ordenar os ativos do Grupo Telefónica na Espanha. Ao todo, são 7 mil edifícios e terrenos, cuja venda acabou sendo descartada.
Uma das razões para essa desistência é que a maioria dos edifícios conta com centrais de transmissão e comutação, encarregadas de administrar as ligações telefónicas. A alternativa encontrada foi abrir o capital da subsidiária imobiliária, que ocorrerá antes da abertura do capital da Telefónica Media. Uma vez absorvidos os imóveis pela Telefónica Imobiliária e lançadas as suas ações na Bolsa, as dependências serão alugadas ao Grupo Telefónica. Com isso, o maior grupo privado da Espanha espera reduzir seus custos e a Telefónica Imobiliária passaria a oferecer uma "boa oportunidade de negócios aos potenciais investidores".
O processo de abertura de capital depende apenas da contratação de um assessor para orientar o lançamento das ações na Bolsa. A expectativa é que esses papéis façam parte do Ibex-35, índice que concentra as principais ações negociadas na Bolsa de Madri.

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